
Quem são as rappers femininas que estão dominando a cena musical
Montagem por RAPDab
O rap brasileiro em 2026 é definido pela pluralidade e pelo protagonismo feminino. De Norte a Sul, artistas furam as bolhas dos algoritmos e trazem para o centro do debate musical questões de ancestralidade, moda e vivência urbana. O mercado fonográfico hoje não apenas consome as batidas, mas se curva à sofisticação das composições que misturam gêneros como o drill, o grime e o afrobeats à realidade das ruas brasileiras.
Veja quem são as rappers brasileiras que estão revolucionando a cena em 2026:
Afreekassia

Divulgação
Santista de alma livre, Cássia Sabino consolidou sua pesquisa em ritmos afro-diaspóricos. Iniciou como DJ em 2016 e, após um hiato, retornou como rapper com o single “Sou + as Negras”. Suas letras fundem o dancehall ao funk, trazendo vivências íntimas que ecoam questões coletivas da mulher negra contemporânea.
Ajuliacosta
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Foto: Matheus Aguiar
Vinda de Mogi das Cruzes, a artista é mestre em ditar tendências que unem estética e flow. Com uma entrega vocal precisa, ela se destaca pela habilidade de transformar crônicas do cotidiano em hinos de empoderamento, mantendo uma direção criativa que influencia tanto a música quanto a moda urbana.
Brisa Flow

Foto: Ana Clara Schuller
A artista de origem indígena utiliza o rap como ferramenta de retomada e resistência. Sua obra é marcada pela fusão de cantos ancestrais com a batida eletrônica do hip hop, criando uma sonoridade única que pauta a importância da visibilidade dos povos originários na cultura pop atual.
Budah

Divulgação
Diretamente do Espírito Santo, a cantora e compositora transita com elegância entre o R&B e o rap. Conhecida pela suavidade de suas melodias, ela conquistou espaço nacional ao falar de amor e relações sob uma perspectiva feminina e sofisticada, tornando-se uma das vozes mais requisitadas para colaborações na cena.
Drik Barbosa

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Nome central do selo Laboratório Fantasma, a paulistana é um exemplo de versatilidade. Sua carreira é pautada pelo equilíbrio entre a rima ácida e o refrão melódico, sempre abordando temas como racismo e machismo com a autoridade de quem se tornou referência para a nova geração.
Duquesa

Foto: @ibcardoso
Jeysa Ribeiro, natural de Feira de Santana, Bahia, é a voz por trás do aclamado álbum Taurus. Publicitária e ex-locutora de rádio, ela utiliza sua expertise em comunicação para dominar as plataformas de streaming. Sua música é caracterizada por um flow imponente e letras que celebram a ascensão da mulher negra.
Ebony

Foto: Mateus Aguiar
Milena Pinto de Oliveira, de Queimados (RJ), é pioneira no trap nacional. Com o disco Terapia, a artista reafirma sua posição na cena com uma estética inovadora e versos que exploram a complexidade da fama e do entretenimento. Ebony é reconhecida pela capacidade de furar bolhas e ditar ritmos no mercado global.
Flora Matos
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Reprodução/Instagram
A rapper de Brasília, com raízes profundas na arte através de seu pai, Renato Matos, mantém sua independência e relevância em 2026. Eternizada pelo hit "Pretin", ela segue uma carreira alternativa à grande indústria, sendo respeitada pela autenticidade e pela técnica vocal que a consagrou nos maiores festivais do país.
MC Luanna

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Natural de Ubaitaba, na Bahia, e criada em São Paulo, Luanna não planejava ser rapper até a pandemia de 2020. Seus vídeos virais abriram caminho para uma carreira sólida, marcada por uma escrita direta que reflete sua trajetória de adaptação e conquista no cenário paulistano.
MC Soffia
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Reprodução/Instagram
O que começou com o ativismo precoce em "Menina Pretinha" evoluiu para uma carreira de impacto no drill e trap. Soffia representa a transição da infância consciente para a maturidade artística, usando sua plataforma para falar de autoestima e liberdade para o público jovem.
N.I.N.A

Divulgação
Anna Ferreira, cria da Cidade Alta (RJ), traz a filosofia acadêmica para a crueza do grime e do drill. Com influências que vão do grunge ao rastafari, suas letras retratam a realidade das ruas e a desigualdade social, estabelecendo-se como uma das vozes mais viscerais e técnicas da atualidade.
NandaTsunami

@NEGROTTI_ E @OHSTEVANINI
Como o próprio nome sugere, a artista impacta a cena com uma energia avassaladora e rimas rápidas. Seu trabalho é focado na potência do flow e na construção de batidas que conversam diretamente com as pistas de dança e os bailes de rua.
Shury

Divulgação
Emergindo do underground, Shury traz uma estética urbana carregada de personalidade. Suas composições focam na vivência periférica e na superação, consolidando-se como uma promessa que já entrega resultados concretos em engajamento e crítica.
Slipmami
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Reprodução/Instagram
A "Malvadeza" do rap carioca mistura influências do rock e do punk à batida do hip hop. Com uma lírica explícita e performática, ela desafia padrões de comportamento e entrega um show carregado de atitude, sendo uma das figuras mais disruptivas da música atual.
Tasha & Tracie

ISABELLE ÍNDIA/CAPRICHO
As gêmeas do Jardim Peri são o maior exemplo de como o rap e a moda caminham juntos. Criadoras de um movimento que valoriza o "caro" dentro da periferia, elas revolucionaram a cena com o conceito de autogestão e uma lírica que exalta a autonomia das mulheres da quebrada.
Quem são as rappers brasileiras mais buscadas no Google?
Entre as rappers apontadas como as mais populares de 2026, algumas ainda não lideram quando o assunto é volume de buscas no Google. Segundo dados do Google Trends, no último ano, Duquesa foi a artista mais pesquisada na plataforma, alcançando seu maior pico de interesse em julho de 2025, período em que lançou as faixas “TÃOQUENTE” e “No Meu Club”.
Logo atrás aparece Ebony, que, apesar de ter iniciado a carreira em 2019, ganhou grande repercussão em 2023 após citar Filipe Ret, L7nnon e Djonga em uma música. Desde então, a artista manteve o interesse do público e apresentou crescimento constante nas buscas ao longo do último ano.
Na sequência aparecem Tasha & Tracie, Ajuliacosta, NandaTsunami, Slipmami, Flora Matos e Budah respectivamente.
Ainda de acordo com o Google Trends, considerando os últimos 20 anos, Flora Matos é a única entre as citadas que já estava consolidada na cena do rap nacional e também nas buscas da plataforma antes de 2020. A artista lançou sua primeira mixtape em 2009 e conquistou projeção nacional em 2011 com o sucesso “Pretin”. Mesmo com uma trajetória mais longa, Flora continuou em evidência nos últimos anos, tanto pelas opiniões polêmicas quanto por músicas que voltaram a viralizar, como “Piloto” (2018), que ganhou força nas redes sociais em 2023.
Flora abriu caminho para uma nova geração de mulheres no rap nacional. Ainda assim, no último ano, Duquesa registrou um volume de buscas pelo menos três vezes maior que o de Flora. Já artistas como Ajuliacosta, embora ainda não tenham alcançado grandes picos de popularidade no Google, vêm ampliando seu espaço na cena. Em maio deste ano, por exemplo, a rapper de Mogi das Cruzes foi a mais buscada entre as artistas comparadas após o lançamento do álbum “O Novo Testamento” (2025). O projeto aborda temas ligados a relacionamentos, indústria musical, empoderamento feminino, política e questões sociais contemporâneas.
Veja o gráfico na íntegra aqui:

Quem são as rappers mais buscadas no último ano Gráfico: Reprodução/ Google Trends
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