Edílson Capetinha refletiu sobre a valorização salarial do esporte durante conversa no BBB 26. O ex-jogador sugeriu que, daqui a uma década, os valores recebidos por estrelas como Neymar, que equivalem a 120 vezes o que Romário ganhava, podem ser considerados modestos diante da inflação do mercado da bola.
O debate, repercutido no programa Melhor da Tarde, destacou o abismo entre as gerações. Enquanto Edílson e outros ídolos dos anos 90 faziam fortuna com valores que hoje parecem irrelevantes, a nova geração de craques rompe a barreira dos milhões de reais mensalmente.
A realidade financeira dos ídolos dos anos 90
Edílson Capetinha surpreendeu ao revelar que, no auge de sua carreira no Flamengo, seu salário girava em torno de R$ 30 mil mensais. Embora fosse um valor alto para a época, não garantiu a estabilidade financeira de longo prazo esperada para um campeão mundial. O exemplo reforça como o futebol dos anos 90, apesar da glória em campo, não oferecia as cifras multibilionárias de hoje.
Outro caso emblemático citado foi o de Romário. Em 1995, o "baixinho" detinha o maior salário do Brasil, recebendo cerca de R$ 63 mil mensais. Naquele período, a quantia equivalia a 630 salários mínimos, mas hoje representa apenas uma fração do que recebem os jogadores de destaque nas séries principais.
No cenário internacional, a disparidade é ainda mais acentuada. Vinícius Júnior, no Real Madrid, possui um contrato que pode ultrapassar R$ 600 milhões em cinco anos. Já astros como Cristiano Ronaldo ultrapassam a marca de R$ 100 milhões mensais, unindo performance esportiva e exploração de imagem global.
Para os comentaristas do programa, a projeção de Edílson Capetinha faz sentido dentro da lógica de mercado. "Daqui a 10 anos, o Neymar vai dizer que ganhava pouco", brincou.

