
Quais famosos assinaram a petição contra fusão da Paramount
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Um movimento de resistência tomou conta de Hollywood. Mais de mil estrelas do cinema e da TV, além de diretores e produtores de renome, publicaram uma carta aberta declarando oposição total à proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance. Entre os signatários estão nomes como Joaquin Phoenix, Ben Stiller, Kristen Stewart, Mark Ruffalo, Jane Fonda e os diretores David Fincher e Denis Villeneuve.
O manifesto, publicado no site BlocktheMerger.com, argumenta que a fusão de US$ 111 bilhões criará um monopólio perigoso, reduzindo o número de grandes estúdios nos EUA para apenas quatro. Para os criadores, a transação prioriza os interesses de um pequeno grupo de acionistas em detrimento do bem público e da saúde da indústria. "A integridade, a independência e a diversidade do nosso setor seriam gravemente comprometidas", afirma o documento.
O temor pela "classe operária" de Hollywood
Damon Lindelof, criador de Watchmen e um dos principais nomes da HBO (pertencente à Warner), explicou sua adesão ao movimento em um post sincero no Instagram. Mesmo elogiando o CEO da Paramount Skydance, David Ellison, Lindelof destacou que sua preocupação principal é com os trabalhadores "colarinho azul" dos estúdios — eletricistas, motoristas, equipes de câmera e figurinistas.
"Fusões em Hollywood significam menos filmes e menos programas de TV, o que significa menos empregos", escreveu o roteirista. Segundo ele, o resultado de ter dois grandes lotes de estúdios sob o comando de uma única empresa é intuitivo: um deles inevitavelmente se tornará uma "cidade fantasma". O manifesto também alerta para o fim definitivo dos filmes de orçamento médio e a erosão da distribuição independente.
Paramount promete expansão de conteúdo
Em resposta ao protesto, a Paramount emitiu um comunicado defendendo a fusão como uma necessidade estratégica diante das mudanças causadas pela pandemia e pela entrada das gigantes de tecnologia no entretenimento. A empresa prometeu aumentar a produção para um mínimo de 30 filmes de alta qualidade anualmente, todos com lançamento garantido nos cinemas.
Segundo a Paramount, a união das forças permitirá investir em ideias mais ousadas e apoiar talentos em escala global. No entanto, o argumento não convenceu os críticos, que já contam com o apoio de autoridades como o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, que estuda ações legais para bloquear o negócio.

