
Poster da série Jack Ryan, do Prime Video
Reprodução/Prime Video
A operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que repercutiu internacionalmente com a prisão de Nicolás Maduro, trouxe à tona uma "profecia" curiosa nas redes sociais.
Internautas resgataram cenas da segunda temporada da série Jack Ryan, lançada originalmente em novembro de 2019, apontando semelhanças entre o roteiro de ficção e os desdobramentos reais da crise no país.
A trama da 'profecia'
Viral na web, a teoria refere-se especificamente ao arco narrativo da segunda temporada da produção do Prime Video, da Amazon. Na trama, o protagonista Jack Ryan, interpretado pelo ator John Krasinski, investiga um complexo esquema de corrupção e armas nucleares em solo venezuelano.
O foco central da temporada é uma intervenção direta da CIA para desestabilizar e derrubar um presidente fictício chamado Nicolás Reyes, interpretado por Jordi Mollà.
Na obra, Reyes é retratado como um líder autoritário que manipula eleições e enfrenta uma crise humanitária. A conexão imediata feita pelo público foi a alusão clara, já na época do lançamento, à figura de Nicolás Maduro.
Coincidências visuais e temáticas
Para muitos espectadores, a ficção de 2019 serviu como uma espécie de "profecia de cenário", antecipando a estética e a metodologia de uma intervenção que ocorreria sete anos depois.
O retorno ao debate em 2026
Nas redes sociais, muitos internautas estão compartilhando uma cena específica, em que o protagonista aparece explicando que a Venezuela é uma grande ameaça. “Qual vocês achariam ser a maior ameaça no cenário mundial?", questiona o personagem. Após respostas como China e Rússia, ele continua:
"Venezuela, alguém? Não? Todo mundo bem com a Venezuela? Nenhuma ameaça? Certo. Me digam uma coisa: qual desses lugares pode alegar ter a maior reserva de petróleo do planeta? Mais do que a Arábia Saudita, mais do que o Irã.
Tá,, e quanto a coisas como ouro? Mais do que todas as minas da África juntas? O fato é que a Venezuela tem, indiscutivelmente, a maior recurso de petróleo e de minerais do planeta.
Então, por que este país está no meio de uma das maiores crises humanitárias da história moderna? No noticiário, vão chamar de ‘crise’. Mas, no mundo dos negócios, é uma falha de estado. Se nunca ouviram falar disso, outros exemplos de falhas de estado na história recente são o Iêmen, o Iraque e a Síria. E se isso não basta para vocês, bem, a Venezuela também é o único desses lugares que está a 30 minutos dos EUA e de mísseis nucleares de última geração.
Vocês não vão ouvir nada disso no noticiário porque os maiores jogadores do cenário mundial não querem que você saiba. Rússia e China nunca serão a maior ameaça até que países como a Venezuela deixem a porta do nosso próprio quintal aberta."
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