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SP: Série junta artistas contemporâneos e coleção do Museu Ema Klabin; veja como visitar

Série Hóspede convida artistas contemporâneos a exporem suas obras em diálogo com peças do acervo da coleção, criando encontros instigantes entre diferentes tempos e linguagensllin

Da redação
DA REDAÇÃO

26/09/2025 • 11:34 • Atualizado em 26/09/2025 • 11:34

Casa Museu Ema Klabin abre suas portas para mais uma edição da série Hóspede, com curadoria de Gilberto Mariotti

Casa Museu Ema Klabin abre suas portas para mais uma edição da série Hóspede, com curadoria de Gilberto Mariotti

Divulgação

De 27 de setembro a 2 de novembro, a Casa Museu Ema Klabin, no Jardim Europa, em São Paulo, recebe uma nova edição da série de arte contemporânea Hóspede, sob curadoria de Gilberto Mariotti. A obra que participa dessa edição é Natureza Torta, do artista Link Museu, instalada na sala de jantar da casa, em diálogo com a pintura Natureza Morta com Limões e Xícara, de Pierre-Auguste Renoir, que pertence à Coleção Ema Klabin.

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O curador Gilberto Mariotti assina um texto que contextualiza e destaca as conexões entre a produção contemporânea e a tradição do Impressionismo francês, oferecendo ao público uma leitura aprofundada sobre esse diálogo entre diferentes tempos da arte.

Criada em 2015, a série Hóspede convida artistas contemporâneos a instalarem suas obras na Casa Museu Ema Klabin, estabelecendo diálogos entre a arte contemporânea e obras do acervo. A residência, onde Ema Klabin viveu entre 1961 e 1994, é hoje uma das raras casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados, abrigando uma coleção que abrange 35 séculos de arte e cultura.

Natureza Torta, de Link Museu

A obra de Link Museu propõe um olhar sobre a vida nas margens da cidade, explorando temas como convivência, sociabilidade e resistência. Inspirada no Corote, bebida popular de garrafinhas coloridas e acessíveis, a criação vai além do objeto, tornando-se símbolo das experiências e desafios cotidianos das periferias.

“É uma bebida muito usada nas periferias e remete tanto à convivência em rodas de amigos, festas de rua e encontros coletivos, quanto aos desafios impostos pela desigualdade”, explica o artista.

O diálogo entre as duas obras evidencia como o mesmo gênero artístico pode atravessar séculos, contextos e culturas, reinventando sentidos e significados.

Sobre Link Museu

Nascido em Guaianazes, São Paulo, Link Museu, hoje com 39 anos, grafita desde 2003. Autodidata, começou a usar a cidade como tela aos 12 anos, inspirado pelos muros pichados que encontrava no caminho da escola. ”Aquelas cores me fascinavam e, quando aprendi a ler, as letras ganharam ainda mais minha atenção”, conta

Antes de se dedicar às artes plásticas, trabalhou como pintor de parede e ajudante letrista. Sua trajetória ganhou novo impulso na pandemia, com incentivo do artista Rodrigo Andrade, que o encorajou a levar a estética das pichações para as telas e a conhecer outros artistas.

“Até então, só conhecia algumas obras pelos livros da escola. A primeira vez que vi um quadro de Vincent van Gogh no MASP, chorei de emoção. É muito importante difundir o conhecimento dos grandes centros para a periferia e, ao mesmo tempo, mostrar a criatividade e a voz desses territórios para o mundo. Tento fazer isso com a minha arte”, conta Link Museu.

O artista já integrou mostras como SOMA (Galeria Milan, 2021), Um lugar, lugar nenhum (Marília Razuk, 2021), Arte é bom (MIS-SP, 2022), Ar Livre: paisagem contemporânea em Cidade Tiradentes (Centro Maria Antônia/USP, 2024), São Paulo é um gibi (Ateliê 397, 2025) e Do que a terra dá (Galeria Izabel Pinheiro, 2025). Suas obras também ultrapassaram fronteiras, sendo adquiridas por colecionadores na França, Colômbia e Suíça.

Bate-papo entre artista, curador e público

Para marcar a abertura da mostra, será realizado um Arte-papo gratuito, das 10h às 11h, com o curador Gilberto Mariotti e o artista Link Museu. A atividade convida o público a um diálogo aberto sobre o processo criativo do artista e as conexões entre suas obras. O encontro acontece na área de eventos da casa museu, com 100 vagas disponíveis por ordem de chegada. A intervenção dentro da casa poderá ser visitada até 2 de novembro.

Serviço:

  • Série Hóspede
  • De 27 de setembro a 2 de novembro de 2025
  • Inauguração da série Hóspede e Arte-Papo com Link Museu e Gilberto Mariotti, 27 de setembro, das 10h às 11h, entrada franca.

Visitação

  • Quarta a domingo, das 11h às 17h, com permanência até às 18h
  • Visitas mediadas quarta a sexta, às 11h, 14h, 15h e 16h. sábado, domingo e feriado, às 14h.
  • R$ 20 (inteira)
  • R$ 10 (meia) para estudantes, idosos, PCD e jovens de baixa renda gratuidade para crianças de até 7 anos, professores e estudantes da rede pública
  • Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo

Sobre a Casa Museu Ema Klabin:

A residência onde viveu Ema Klabin de 1961 a 1994 é uma das poucas casas museus de colecionador no Brasil com ambientes preservados. A Coleção Ema Klabin inclui pinturas do russo Marc Chagall e do holandês Frans Post, obras do modernismo brasileiro, como de Tarsila do Amaral e Candido Portinari, além de artes decorativas, peças arqueológicas e livros raros, reunindo variadas culturas em um arco temporal de 35 séculos.

A Casa Museu Ema Klabin é uma fundação cultural sem fins lucrativos, de utilidade pública, criada para salvaguardar, estudar e divulgar a coleção, a residência e as memórias de Ema Klabin, visando à promoção de atividades de caráter cultural, educacional e social, inspiradas pela sua atuação em vida como colecionadora, empresária e filantropa, de forma a construir, em conjunto com o público mais amplo possível, um ambiente de fruição, diálogo e reflexão.

A programação cultural da casa museu decorre da coleção e da personalidade da empresária Ema Klabin, que teve uma significativa atuação nas manifestações e instituições culturais da cidade de São Paulo, especialmente nas áreas de música e arte. Além de receber a visitação do público, a Casa Museu Ema Klabin realiza exposições temporárias, séries de arte contemporânea, cursos, palestras e oficinas, bem como apresentações de música, dança e teatro.

O jardim da casa museu foi projetado por Roberto Burle Marx e a decoração foi criada por Terri Della Stufa.