Dona Beja

Beja afronta coronéis com diamante e desafia proibição de usar calças

Após ser impedida de cavalgar com roupas masculinas, protagonista surge de forma provocativa em praça pública e gera revolta entre poderosos de Araxá

Da redação
DA REDAÇÃO

11/04/2026 • 18:23 • Atualizado em 11/04/2026 • 18:23

Como forma de protesto às regras da época, Beja cavalga sem roupas no centro da cidade

Como forma de protesto às regras da época, Beja cavalga sem roupas no centro da cidade

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Beja desafiou a autoridade do novo juiz de Araxá e a elite local ao aparecer montada em um cavalo e exibindo um diamante de proporções raras durante a posse da magistratura. A cena aconteceu no 12º capítulo exibido na Band nesta sexta-feira (10). O ato serviu como resposta à proibição de que ela utilizasse calças compridas, vestimenta considerada inadequada para mulheres pela justiça local.

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A aparição aconteceu no momento em que o doutor Costa Pinto assumia oficialmente o cargo de juiz. Beja, que já havia sido advertida pelo magistrado para não aparecer de calças "em lugar nenhum", cumpriu a ordem de forma irônica, gerando escândalo na praça. Além da afronta visual, a protagonista ostentou o que classificou como "o maior diamante das Minas Gerais", afirmando que o valor da pedra representa poder e autonomia.

O conflito jurídico e o folhetim polêmico

Antes do confronto na praça, Beja acionou a justiça contra Joaquim Botelhinho, dono do jornal local. A ação foi motivada pela recusa do jornalista em continuar publicando um folhetim que expõe segredos e comportamentos da elite masculina da região. Sob pressão do Coronel Luzardo, que ameaçou esfolar Botelhinho caso a autoria dos textos não fosse revelada, o editor tentou devolver o dinheiro de Beja para encerrar o contrato.

Acompanhada por seu advogado, o doutor Mendonça, Beja recusou o acordo financeiro e exigiu a publicação de "letrinha por letrinha" do conteúdo acordado. Para a protagonista, a manutenção do folhetim é uma ferramenta de defesa. Ela chegou a ameaçar o Coronel Felizardo, afirmando que a cidade inteira saberia de suas intimidades caso ele tentasse algo contra ela, mencionando uma carta deixada com um amigo para ser lida em seu enterro.

Disputa de terras e a fonte da jumenta

A tensão entre Beja e a família de Antônio aumentou após a compra de terras pertencentes ao Coronel Botelho. A área em questão, desejada há anos pela família de Antônio, abriga a "fonte da jumenta" e uma capela construída pela falecida esposa do coronel. Beja adquiriu o terreno oferecendo o dobro da proposta feita pelos concorrentes, o que foi visto como um ato de vingança.

Antônio confrontou Beja, acusando-a de agir por ódio e de ter "sujado" as águas da fonte ao frequentá-la com outros homens. Em resposta, ela afirmou ser uma mulher livre e que seu interesse nas terras é prático, ressaltando que não precisa de homens para gerir seus negócios. "Eu posso comprar Araxá inteira se eu quiser", declarou a protagonista durante a discussão.

Revelações e novos rumos políticos

Enquanto Beja consolida seu poder financeiro, outros núcleos de Araxá enfrentam mudanças. Carminha revelou a Honorato que está grávida, gerando preocupação sobre como o casal enfrentará os pais da jovem. Paralelamente, Maria demonstrou resignação ao casamento com João, afirmando que deseja apenas "fazer um homem feliz", embora João ainda sinta a ausência de Beja.

No cenário político, o Coronel Sampaio alertou Antônio sobre a influência crescente da protagonista. Segundo ele, Beja tem se reunido com coronéis de diversas regiões para articular movimentos políticos que podem ameaçar o apoio aos líderes locais. Sampaio avalia que, com o fim da paciência dos poderosos, a presença de Beja em Araxá tornou-se uma afronta direta à ordem estabelecida.