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Filmes e Séries

Wagner Moura celebra "O Agente Secreto" em talk show americano

Na entrevista, o ator comentou o cenário político brasileiro e o atual momento do cinema nacional

3 min

06/01/2026 13:34 • Atualizado há 291 dias

Wagner Moura celebra "O Agente Secreto" em talk show americano

Wagner Moura participou do talk show Late Night with Seth Meyers, exibido pela NBC na madrugada desta terça-feira, 6, como parte da intensa campanha de divulgação de O Agente Secreto. Durante a entrevista, o ator comentou o cenário político brasileiro, o atual momento do cinema nacional e contou como recebeu a notícia de sua vitória no Festival de Cannes em uma situação, no mínimo, inusitada.

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No início da conversa, Seth Meyers mencionou a dupla derrota de Moura no Critics’ Choice Awards, onde concorria a Melhor Ator em Filme e Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada por Ladrões de Drogas, mas destacou a vitória de O Agente Secreto como Melhor Filme de Língua Estrangeira. Em tom de brincadeira, o apresentador comentou: "Você ganhou um e perdeu dois. Nada mal, porque eu tinha uma única indicação e perdi. Eu daria qualquer coisa para ter a sua vida, irmão".

Meyers também relembrou a carreira internacional do ator, citando trabalhos como Narcos e Guerra Civil, ambos marcados por forte carga política. Ao falar sobre O Agente Secreto, Moura explicou a origem do projeto:

O Agente Secreto resultou de uma perplexidade compartilhada entre mim e o diretor [Kleber Mendonça Filho] sobre o que estava acontecendo no Brasil do século 21, quando um presidente estava resgatando valores da ditadura.

Questionado se guardava lembranças da ditadura militar, encerrada quando ele ainda era criança, o ator refletiu sobre as contradições do país. "A ditadura acabou em 1985, mas os ecos do regime ainda estão lá. O Brasil é muito complexo/é provavelmente o país com a Constituição mais moderna do mundo, mas, por outro lado, foi o último do Ocidente a abolir a escravidão. Colonialismo, imperialismo, violência e golpes de Estado ainda estão presentes na vida do País", avaliou.

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Ao comentar a indicação de Moura ao Globo de Ouro, Meyers afirmou: "Deve ser muito especial fazer esse filme tão pessoal, e ter essa recepção nos Estados Unidos". O ator concordou e destacou o impacto simbólico do reconhecimento internacional: "Sim, é muito importante para nós brasileiros. Porque, naquele período, entre 2018 e 2022, quando o Brasil passou por um momento fascista, eles atacaram universidades, jornalistas e artistas - transformados em 'inimigos do povo'".

Na sequência, Moura celebrou o apoio do público nacional ao cinema brasileiro: "É lindo ver os brasileiros torcendo para um filme brasileiro - desde o ano passado, quando Ainda Estou Aqui ganhou um Oscar - e se sentindo representados por esses artistas. Estou feliz pela nossa cultura".

O ator encerrou a participação explicando por que não estava presente na cerimônia do Festival de Cannes para receber o prêmio de Melhor Ator no ano passado. Na ocasião, ele estava na Inglaterra, gravando cenas adicionais de um filme durante um dia de folga. Ao saber da vitória, vivia um momento inesperado: "Eu estava com um saco plástico na minha mão, recolhendo um cocô de cachorro, e pensando: 'Eu acabei de vencer Melhor Ator em Cannes!'".

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*Com informações da Agência Estado.

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