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Wagner Moura diz que Brasil vivia fascismo em produção de O Agente Secreto

Ator classificou indicações a prêmios como Globo de Ouro e Critics Choice Awards como superação de um período crítico para artistas

Da redação
DA REDAÇÃO

06/01/2026 • 08:53 • Atualizado em 06/01/2026 • 08:53

Wagner Moura no tapete vermelho do Critics Choice Awards

Wagner Moura no tapete vermelho do Critics Choice Awards

REUTERS/Mike Blake

Wagner Moura está feliz com as indicações de "O Agente Secreto" em grandes prêmios e a pré-seleção ao Oscar em duas categorias. O ator, em entrevista ao "Late Night with Seth Meyers", afirmou que está ainda mais feliz por ter a torcida dos brasileiros após o governo de Jair Bolsonaro (PL).

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O ator classificou o governo como fascista e afirmou que o mandato perseguiu artistas, o que, para ele, foi superado. "É muito importante para nós, para os brasileiros, porque naquela época, entre 2018 e 2022, o Brasil estava sob um momento fascista, no manual fascista eles atacam primeiro universidades, jornalistas e artistas e eles foram muito efetivos em transformar artistas em inimigos do povo, sabe, aquela conversa populista", disse na entrevista.

Para Moura, agora os artistas retomaram a boa relação com o povo, principalmente desde "Ainda Estou Aqui", que ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional. "E ver os brasileiros, desde o ano passado, com 'Ainda Estou Aqui', que é um filme incrível, ganhou um Oscar, torcendo por esse filme e ver aqueles artistas como pessoas que os representam, é lindo", disse.

"Eu estou feliz pelos brasileiros e pela nossa cultura", completou Wagner Moura. O ator é uma das apostas para levar o prêmio de Melhor Ator em Filme de Drama em "O Agente Secreto" no Globo de Ouro. Ele perdeu o prêmio para Timothée Chalamet no Critics Choice Awards, mas o corpo de votantes no Globo de Ouro mudou, o que pode ser positivo para o ator baiano.

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