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Wagner Moura estrela remake de "Gosto de Cereja" com filmagens no Tocantins

Sob a direção do argentino Lisandro Alonso, nova versão do clássico iraniano ganha o título provisório de "O Aroma da Pitanga"; produção já está em andamento em Palmas

Da redação
DA REDAÇÃO

08/04/2026 • 15:06 • Atualizado em 08/04/2026 • 15:06

Wagner Moura no Oscar 2026

Wagner Moura no Oscar 2026

Reprodução/Instagram @theacademy

Um dos maiores clássicos do cinema mundial, Gosto de Cereja, está ganhando uma releitura com DNA sul-americano. Wagner Moura, atualmente em fase de destaque internacional com O Agente Secreto, assume o papel principal no remake que já começou a ser filmado em Palmas, no Tocantins. A direção está a cargo do cineasta argentino Lisandro Alonso, conhecido por obras sensoriais como Jauja, que batizou o projeto provisoriamente como O Aroma da Pitanga.

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A obra original, dirigida pelo mestre iraniano Abbas Kiarostami, venceu a prestigiada Palma de Ouro em Cannes em 1997. A trama minimalista acompanha a jornada de um homem que dirige por estradas áridas em busca de alguém disposto a realizar uma tarefa fúnebre: enterrá-lo após seu suicídio. A expectativa é que Alonso mantenha o tom existencialista e contemplativo, adaptando as reflexões sobre a vida e a morte para a paisagem e o contexto cultural brasileiro.

Peso artístico e festivais

A escolha de Wagner Moura reforça a ambição do projeto, assumindo a responsabilidade de reinterpretar um personagem icônico do cinema de arte. A produção segue em ritmo acelerado, enquanto Lisandro Alonso também movimenta o circuito internacional com outro filme já finalizado, La Libertad Doble, que é forte candidato a estrear na próxima edição do Festival de Cannes.

Ainda que detalhes específicos do roteiro da nova versão sejam mantidos sob sigilo, a colaboração entre um dos maiores atores brasileiros da atualidade e um diretor premiado do cinema argentino coloca O Aroma da Pitanga como um dos lançamentos mais aguardados para os próximos anos. O filme promete levar a essência da obra de Kiarostami para o Cerrado, explorando o minimalismo e a força interpretativa de Moura em um cenário de isolamento e introspecção.

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