
Xuxa
Reprodução
A apresentadora Xuxa Meneghel teria entrado com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro para pedir uma indenização após ter sua imagem e voz clonadas por meio da tecnologia de deepfake (inteligência artificial usada para adulterar vídeos e fotos).
A informação foi divulgada inicialmente pela coluna do jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo. De acordo com a publicação, a eterna "Rainha dos Baixinhos" está movendo o processo contra a empresa Bagy Soluções de Comércio Digital. A defesa da artista acusa a plataforma de utilizar a imagem de Xuxa de forma fraudulenta e sem qualquer consentimento em uma campanha publicitária que circulou na internet.
O material adulterado digitalmente teria sido programado para fazer o público acreditar que a apresentadora estava associada e recomendava uma ferramenta de vendas baseada em inteligência artificial.
Uso indevido e pedido de indenização de R$ 100 mil
A equipe jurídica de Xuxa sustentou no processo que nunca houve qualquer tipo de contrato, conversa ou autorização para que a imagem da loira fosse vinculada à marca. A defesa alega que a propaganda enganosa criou um vínculo comercial inexistente, ludibriando potenciais clientes e ferindo os direitos de imagem da artista.
Diante do uso indevido de sua identidade para fins lucrativos de terceiros, Xuxa teria estipulado um pedido de indenização mínima no valor de R$ 100 mil como reparação pelos danos causados.
O uso de deepfakes e a manipulação de rostos e vozes de celebridades brasileiras para a aplicação de golpes e anúncios falsos têm se tornado um desafio jurídico frequente nos tribunais do país, fazendo com que cada vez mais artistas acionem seus advogados para combater o uso comercial não autorizado de suas imagens por empresas de tecnologia.
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