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Vinícius Júnior renova com o Real Madrid

E mantém Brasil no centro da Champions League

10 min

04/09/2026 15:24 • Atualizado há 20 horas

Vinícius Júnior renova com o Real Madrid

O Real Madrid anunciou a renovação de contrato de Vinícius Júnior até 2032, encerrando 18 meses de tensão em torno do futuro do atacante brasileiro. "Oito anos no Bernabéu passam rápido demais; quero mais seis e para sempre", escreveu o jogador nas redes sociais, horas depois do clube confirmar o acordo que o coloca entre os salários mais altos da história do Real Madrid. A decisão fecha uma negociação que chegou perto de resultar na maior contratação da história da Premier League, com o Arsenal disposto a romper a própria estrutura salarial para viabilizar o negócio.Segundo o jornal americano The Athletic, o interesse do Arsenal avançou ao ponto de discutir termos pessoais diretamente com o estafe do jogador, sem que houvesse ainda acordo formal com o Real Madrid. A recusa em prosseguir com uma transferência dessa magnitude, segundo os representantes de Vinícius Júnior, teve como motivo central o apego dele ao clube espanhol e o esforço financeiro final apresentado pela diretoria madridista, superior à proposta anterior de cerca de 22 milhões de euros anuais que havia sido rejeitada meses antes.A negociação atravessou diversas fases ao longo de 18 meses. As primeiras conversas entre a diretoria madridista e os representantes de Vinícius Júnior aconteceram ainda em janeiro de 2025, mas o processo azedou depois da chegada de Xabi Alonso ao comando técnico, em maio daquele ano. A relação entre treinador e jogador nunca fluiu bem, e o momento de maior tensão aconteceu em outubro, quando o brasileiro reagiu com irritação ao ser substituído durante um Clássico contra o Barcelona, ainda com o Real Madrid vencendo por 2 a 1. Em conversa posterior com o presidente Florentino Pérez, Vinícius Júnior chegou a dizer que não veria sentido em renovar o contrato enquanto Alonso seguisse no comando, o que acabou se concretizando depois da demissão do técnico basco, no mês seguinte.A chegada de José Mourinho ao Real Madrid, neste ano, funcionou como fator de virada a favor da permanência do brasileiro, mesmo depois do próprio técnico português ter sugerido publicamente, em fevereiro, que Vinícius Júnior teria provocado parte dos episódios de racismo que sofreu ao longo da carreira, comentário feito após o jogador denunciar ofensa por parte do então adversário Gianluca Prestianni, do Benfica. A reaproximação entre os dois se consolidou ao longo da pré-temporada, com Mourinho mantendo contato regular com o atleta mesmo durante o período da Copa do Mundo, e o próprio jogador reconhecendo publicamente a boa relação construída com o novo comandante. "Estou muito bem, conhecendo o novo treinador, os novos jogadores e treinando muito forte", disse Vinícius Júnior, em entrevista à Real Madrid TV, logo após retomar os treinos com o elenco principal depois do Mundial.O desfecho da novela devolve ao torcedor brasileiro um dos nomes mais influentes da temporada europeia logo no início da fase de liga 2026/27, cenário que já aumenta o interesse em apostar na Champions League nas principais casas do país. A permanência de Vinícius Júnior no Real Madrid, clube que soma o maior número de títulos da competição, reforça o apelo comercial do torneio junto ao público brasileiro, tradicionalmente um dos mais engajados do mundo em apostas esportivas relacionadas ao futebol europeu.Esse interesse é claramente refletido nas casas de apostas. Nomes como a Stake Brasil já classificam a Champions League entre as competições mais buscadas do calendário europeu, com mercados específicos para artilharia, confrontos da fase de liga e apostas de longo prazo sobre o campeão geral do torneio.

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Os 59 campeões brasileiros da história

O Brasil tem histórico extenso na competição, remontando ao final dos anos 1950. O meia Didi e o ponta Canário foram os primeiros brasileiros campeões, pelo Real Madrid, no bicampeonato de 1958/59 e 1959/60. Desde então, o número de brasileiros que já ergueram a taça chegou a 59, contando Renato Marin, goleiro nascido em São Paulo, com dupla cidadania (brasileira e italiana). Nas categorias de base, o goleiro já optou pela seleção italiana, com passagens pelas equipes sub-17, sub-18 e sub-19 da Azzurra, mas segue contabilizado como brasileiro nesse tipo de levantamento porque, pelo regulamento da Fifa, ainda pode escolher defender o Brasil no time principal, já que nunca estreou pela seleção adulta italiana.O Real Madrid segue como o clube que mais teve brasileiros campeões da Champions, com 12 nomes ao todo, entre eles Vinícius Júnior, Éder Militão e Rodrygo, além de Roberto Carlos, Marcelo, Casemiro e Danilo em gerações anteriores. Logo atrás vêm o Barcelona, com dez brasileiros campeões, incluindo Ronaldinho, Daniel Alves e Neymar, e o Milan, com oito, entre eles Cafu, Kaká e Dida. No quesito artilharia histórica, Neymar lidera a lista de brasileiros com mais gols na competição, com 43, à frente de Vinícius Júnior, com 34, e Kaká, com 30.Outro dado que reforça a tradição do país na competição envolve os hat-tricks. Desde a temporada de estreia da era moderna da Champions, em 1992/93, 17 jogadores brasileiros diferentes já marcaram três gols numa mesma partida, somando 23 hat-tricks ao todo, sendo os dois mais recentes registrados com apenas 24 horas de diferença. Vinícius Júnior marcou o dele na virada por 5 a 2 sobre o Borussia Dortmund, quando o Real Madrid perdia por 2 a 0 no intervalo, e Raphinha fez o seu no dia seguinte, na vitória por 4 a 1 do Barcelona sobre o Bayern de Munique, ambos na Jornada 3 da fase de liga inaugural de 2024/25. Luiz Adriano e Neymar seguem como os únicos brasileiros com três hat-tricks cada na história da competição.

Marquinhos, o brasileiro mais presente em campo

Enquanto Vinícius Júnior resolve o próprio futuro em Madri, outro brasileiro segue como peça praticamente insubstituível em Paris. Marquinhos, capitão do PSG e da Seleção Brasileira, soma atualmente o maior número de presenças de um brasileiro na história da Champions League, ultrapassando a marca antes pertencente a Roberto Carlos. O zagueiro deixou o Corinthians rumo à Roma em 2012 e, um ano depois, com apenas 19 anos, foi transferido ao clube francês, onde hoje é o jogador mais longevo da era Qatar do PSG, tendo testemunhado a passagem de nomes como Neymar, Kylian Mbappé e Lionel Messi pelo elenco parisiense.O técnico Luis Enrique já descreveu Marquinhos como peça insubstituível dentro do vestiário. "Ele é o capitão e o líder do vestiário. Isso é importante. No dia em que ele não estiver no time, não sei quem vai falar e motivar os jogadores. Ele é um verdadeiro líder e estou feliz em tê-lo", disse o treinador espanhol, em declaração à imprensa francesa. Willian Pacho, companheiro de zaga no PSG e primeiro jogador da história do Equador a vestir a camisa do clube francês e a conquistar a Champions League, também já descreveu Marquinhos como uma espécie de figura paterna dentro do elenco.A temporada mais recente reforçou essa relevância dentro de campo. Em 28 de agosto, já com o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, presente nas arquibancadas do Stade Pierre Mauroy, Marquinhos marcou de cabeça, nos acréscimos, o gol que garantiu o empate por 2 a 2 do PSG contra o Lille, pela segunda rodada do campeonato francês. Ancelotti estava na França observando o próprio filho, Davide, técnico do time da casa, mas também de olho em possíveis convocados para os primeiros amistosos do ciclo pós-Copa do Mundo, contra Austrália e Índia, em setembro e outubro.Curiosamente, esse tipo de protagonismo doméstico tem se tornado cada vez mais raro na rotina do capitão parisiense. Na temporada anterior, Marquinhos disputou apenas nove partidas do campeonato francês entre fevereiro e o fim da temporada regular, somando pouco mais de 90 minutos em campo nesse período, sem qualquer lesão de peso que justificasse a ausência. A explicação está na gestão de carga aplicada pelo técnico Luis Enrique, que reserva o zagueiro quase exclusivamente para a Champions League, tratando as outras partidas como uma espécie de manutenção física entre os compromissos europeus. O jornal francês L'Équipe chegou a apelidá-lo de "l'intermittent du spectacle" (o artista intermitente, expressão do mundo do entretenimento francês usada para trabalhadores que alternam períodos de atividade e inatividade contratual), numa referência bem-humorada a essa rotina peculiar.

Reforços de reposição no mercado europeu

A movimentação em torno de Vinícius Júnior também gerou um efeito em cascata no próprio Arsenal. Sem conseguir contratar o brasileiro, o clube londrino redirecionou parte do orçamento para outras posições, fechando a contratação do zagueiro inglês Ezri Konsa junto ao Aston Villa, por 51 milhões de libras, além de reforços como o meia Bruno Guimarães e o grego Christos Tzolis. Ao todo, o Arsenal já investiu mais de 150 milhões de libras no mercado na atual janela, movimento que a diretoria do clube trata como sinal de ambição renovada depois da conquista inédita do campeonato inglês e do vice-campeonato europeu na última Champions.

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Gabriel Magalhães e o pênalti perdido que virou um símbolo

Nem toda história recente de brasileiros na Champions envolve taça erguida. Gabriel Magalhães viveu o lado doloroso do futebol ao desperdiçar o pênalti decisivo na final de Budapeste, sacramentando a vitória do Paris Saint-Germain após o empate por 1 a 1 no tempo normal. A derrota impediu o trio de "Gabriels" do Arsenal (Magalhães, Martinelli e Jesus) de alcançar uma conquista europeia inédita, enquanto Marquinhos e Lucas Beraldo celebravam o bicampeonato consecutivo do clube francês.Mesmo assim, a torcida londrina respondeu com apoio imediato, fazendo as vendas de camisas do zagueiro dispararem 350% no fim de semana seguinte. "É doloroso, mas estou orgulhoso desse time e de tudo o que conquistamos juntos nesta temporada. Obrigado aos nossos incríveis torcedores pelo apoio em cada etapa do caminho", desabafou o defensor nas redes sociais. Apesar do vice-continental, Magalhães fez questão de exaltar o ano histórico dos Gunners, marcado pela emblemática conquista da Premier League, que encerrou o incômodo jejum de 22 anos sem o título inglês.

Novatos brasileiros nos estreantes de 2026/27

A presença brasileira na Champions League não se restringe aos clubes tradicionais. Entre os times que fazem a própria estreia na fase de liga desta edição, o Como, da Itália, conta com dois brasileiros no elenco, o lateral-esquerdo Kaiki Bruno, ex-Cruzeiro, e o lateral-direito Yan Couto, contratado por empréstimo junto ao Borussia Dortmund. "Yan é um jogador corajoso e tecnicamente forte, que nos dá várias opções pelo lado direito. Ele gosta de avançar, tem muita energia e se encaixa bem na nossa forma de jogar", disse o técnico Cesc Fàbregas, ao anunciar a contratação.Já o Sabah, do Azerbaijão, outro estreante na fase de liga, tem no elenco o zagueiro brasileiro Júnior Almeida, de 26 anos, contratado junto ao Marítimo, de Portugal, em julho. O clube, fundado em 2017 e sediado em Masazir, região metropolitana de Baku, se tornou apenas o segundo time azeri da história a disputar a fase de liga da Champions, atrás somente do Qarabağ, depois de eliminar o israelense Hapoel Beer Sheva por 5 a 2, na prorrogação do playoff.

O que considerar antes de fechar um palpite

Com brasileiros distribuídos por clubes de perfis tão diversos, do Real Madrid e do PSG a estreantes como Sabah e Como, a fase de liga 2026/27 amplia o leque de opções para quem pretende apostar na Champions League com algum recorte específico de nacionalidade. Analistas de apostas esportivas costumam recomendar cruzar esse tipo de informação com o momento de cada clube, e não apenas com o nome do jogador brasileiro em campo, já que a presença no elenco não garante minutagem regular, como já mostrou o próprio caso de Marquinhos, cuja carga de jogos domésticos costuma ser reduzida deliberadamente pelo PSG para preservá-lo para as partidas continentais.Vale reforçar que qualquer mercado de apostas envolve risco e é indicado apenas a maiores de 18 anos, conforme orienta o Ministério da Fazenda ao lembrar que a aposta não é investimento. Ainda assim, a força do retrospecto brasileiro na competição, os 59 títulos acumulados, o recorde de presenças de Marquinhos, a artilharia histórica de Neymar e Vinícius Júnior oferecem material extenso para quem pretende acompanhar a temporada europeia com um filtro específico voltado ao desempenho de jogadores do país, prática cada vez mais comum entre brasileiros que seguem de perto o futebol europeu, mesmo à distância.

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