
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras
Cesar Greco/Palmeiras
Após o empate diante do Cerro Porteño em 1 a 1, pelas oitavas de final da Libertadores, Abel Ferreira, treinador do Verdão, falou sobre o protesto da torcida palmeirense que inicialmente surgiu como uma crítica ao português, mas foi negada essa intenção posteriormente.
No primeiro momento, a Mancha Alvi Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, fez uma publicação com a frase “Acabou a paciência*” e logo abaixo o nome do treinador. No entanto, a publicação foi repaginada logo depois com um protesto contra o sistema.
“Para ser sincero, as competições são tantas, tenho tanto trabalho, não li, mas as informações vão chegando. Eu tenho um carinho, respeito e gratidão por todos os nossos adeptos. E todos somos um, é isto mesmo. O símbolo que tenho no peito é desde 2020. E desde 2020, ganhando ou perdendo, eu como treinador faço uma coisa: servir o Palmeiras da melhor forma que posso. Se estão à espera de um treinador que só ganha tudo, têm que ir buscar o treinador do PSG, que está ganhando tudo”, disse.
Abel Ferreira reforçou que reconhece como funciona o futebol brasileiro e lamenta não corresponder as expectativas sempre, mas ficou feliz com todo o empenho da torcida para empurrar o time.
“Eu sei muito bem como é o futebol, lamento que muitas vezes não esteja à altura das expectativas de quem quer que o Palmeiras ganhe sempre, mas fico muito feliz, eu estou há quatro ou cinco anos e vejo toda a gente empurrando para o mesmo lado. Se os adeptos fizerem o papel deles, como hoje, e sentimos a energia, no fim têm todo o direito e o meu respeito para se manifestarem. Quando temos todos isto no peito e lutamos para servir o Palmeiras”, finalizou.
O Palmeiras volta aos gramados no próximo sábado (15), contra o Fluminense, às 16h30 (horário de Brasília).

