Esporte na Band

Qual a maior derrota do Palmeiras na era Abel Ferreira?

4 a 0 no Paulistão 2026 supera recordes negativos anteriores e quebra hiato de 11 anos sem goleadas elásticas; Sala Digital analisa o impacto real nas buscas

Babi Fava
BABI FAVA

21/01/2026 • 17:04 • Atualizado em 21/01/2026 • 17:04

Abel Ferreira, treinador do Palmeiras

Abel Ferreira, treinador do Palmeiras

Fabio Menotti/Palmeiras

O torcedor palmeirense acordou com uma pulga atrás da orelha e os dedos inquietos no teclado. Nas últimas 24 horas, uma das perguntas mais buscadas no Google sobre Abel Ferreira, em todo o Brasil, foi: “Qual a maior derrota do Palmeiras na era Abel Ferreira?”.

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O dado, captado pela Sala Digital, reflete o estado de choque da torcida após o vareio sofrido diante do Novorizontino.

A resposta curta é amarga: o 4 a 0 em Novo Horizonte, no dia 20 de janeiro de 2026, é agora o pior resultado isolado do técnico português em mais de cinco anos de clube.

O novo "ranking do desgosto"

Antes do show do atacante Robson — que anotou um hat-trick impiedoso —, o Palmeiras de Abel Ferreira ostentava uma marca impressionante de resiliência: nunca havia perdido por quatro gols de diferença. Até então, as piores marcas paravam nos 3 a 0.

Confira como ficou o topo da lista de reveses:

  1. Novorizontino 4 x 0 Palmeiras (Paulistão 2026): a pior marca da Era Abel.
  2. LDU 3 x 0 Palmeiras (Libertadores 2025): uma atuação descrita como "desastrosa" e um "amasso" na altitude.
  3. Fortaleza 3 x 0 Palmeiras (Brasileirão 2024): um baque no Castelão com o time mexido.
  4. Flamengo 3 x 0 Palmeiras (Brasileirão 2023): ocorreu em pleno Maracanã, mas não impediu o título alviverde naquele ano.
  5. Internacional 3 x 0 Palmeiras (Brasileirão 2022): última rodada, com o título já garantido.

Historicamente, o Palmeiras não sofria um placar assim há 11 anos. A última vez foi o 5 a 1 para a Chapecoense, em 2015.

Além do placar: os "vexames morais" e a pressão da arquibancada

Embora o 4 a 0 seja o recorde estatístico, o que realmente mobiliza o torcedor a pichar os muros do Allianz Parque com frases como "Abel, acabou a magia?" é o acúmulo de frustrações que transcendem os números.

A fúria digital é alimentada por uma temporada de 2025 que feriu o orgulho palmeirense, especialmente pela inédita freguesia estabelecida contra o maior rival. No ano passado, Abel tornou-se o primeiro técnico da história do clube a ser eliminado pelo Corinthians em competições nacionais, perdendo tanto a final do Campeonato Paulista quanto as oitavas de final da Copa do Brasil para o Timão.

Essa sequência em clássicos acabou por demolir o mito do Allianz Parque como um território intransponível. Com as quedas recentes, o Palmeiras atingiu a marca de sete eliminações consecutivas em seu próprio estádio sob o comando de Abel Ferreira, transformando o antigo porto seguro em um cenário de traumas para a arquibancada.

Para piorar o desgaste emocional, o conceito de "Família Palmeiras" — pilar das glórias passadas — foi colocado em xeque no final de 2025 com a exposição de um vestiário "rachado", onde divisões internas envolvendo nomes como o volante Aníbal Moreno e o meia Andreas Pereira minaram a unidade do grupo.

Entretanto, a Sala Digital traz um contraponto estatístico: as buscas por “Abel Ferreira vai sair/ser demitido?” nesta semana representam apenas 10% do maior pico de pressão sofrido pelo técnico, que ocorreu em julho de 2023 (após a eliminação para o São Paulo na Copa do Brasil).

Abel justifica o vexame como um "período de testes obrigatórios", citando o uso intenso da base e o departamento médico lotado (sem Vitor Roque, Paulinho e Andreas Pereira). Para o treinador, é o preço de rodar o elenco para 2026.