Ações trabalhistas de ex-jogadores cobram R$ 4,4 milhões do Guarani
Processos de quatro atletas ampliam crise por atrasos salariais; diretoria aguarda votação da SAF em novembro

@raphaelsilvestre27 / Guarani FC
O Guarani acumula R$ 4,41 milhões em cobranças na Justiça do Trabalho referentes a ações movidas por quatro ex-jogadores nos últimos dois meses. Os processos envolvem os atletas Emerson Júnior, Ynaiã, Diego Torres e Isaque. As ações judiciais ampliam a crise financeira vivida pelo clube, que enfrenta atrasos recorrentes no pagamento de salários desde junho.
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Nas petições, Isaque e Emerson Júnior solicitam a rescisão indireta de seus contratos e a liberação para assinar com outras equipes. Isaque questiona a validade de uma cláusula de renovação automática que estenderia seu vínculo até dezembro de 2027. Integrantes do departamento de futebol atribuem as cláusulas a gestões passadas, citando a montagem de elenco promovida pelo ex-dirigente Farnei Coelho no ciclo 2025/2026.
Cobranças individuais no tribunal
Os valores cobrados nos processos trabalhistas somam R$ 4,41 milhões:
- Isaque: R$ 1,63 milhão
- Diego Torres: R$ 1,62 milhão
- Emerson Júnior: R$ 857,1 mil
- Ynaiã: R$ 298,9 mil
Silêncio da diretoria e indefinição da SAF
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A ausência de posicionamentos públicos do presidente Rômulo Amaro sobre as dívidas, a eliminação precoce na Série C do Brasileiro em 29 de agosto e o planejamento para o Campeonato Paulista de 2027 tem gerado desgaste com os torcedores.
A diretoria aposta no avanço da proposta do empresário Roberto Graziano para a criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O modelo prevê a venda de 90% das ações do futebol bugrino ao investidor. A votação entre os associados do clube está agendada para 19 de novembro.
