Esporte na Band

Altos e baixos de Jardine: ouro, "injustiça" no São Paulo e risco no México

Técnico já foi campeão olímpico, disse que foi injustiçado no Tricolor e conseguiu sucesso pelo América-MEX, mas está pressionado no mesmo time que joga Raphael Veiga, ex-Palmeiras

Da redação
DA REDAÇÃO

04/03/2026 • 18:31 • Atualizado em 04/03/2026 • 18:31

André Jardine

André Jardine

Divulgação/ América-MEX

Atualmente André Jardine vive o cenário mais comum e cruel do futebol: mesmo depois do sucesso no América-MEX, corre risco de ser demitido. Ele conta com outro brasileiro conhecido no elenco, o meia Raphael Veiga, ex-Palmeiras, mas somou resultados ruins. Antes disso, também viveu altos e baixos na carreira.

Compartilhar

Após ter sucesso nas categorias de base do São Paulo, Jardine foi efetivado, mas fez uma passagem apagada. Ele disse à Rádio Bandeirantes que foi "injustiçado". Depois, conquistou o ouro olímpico pela Seleção Brasileira sub-23, mesmo com críticas. E por fim, apostou em ir para o México e construiu uma carreira sólida.

A "injustiça" no Tricolor

A trajetória de Jardine no futebol profissional começou de forma turbulenta no São Paulo. Após anos de sucesso nas categorias de base, ele recebeu chances no time principal em 2018 e 2019. A passagem, porém, foi curta e ficou marcada pela eliminação precoce na Pré-Libertadores, contra o Talleres-ARG. Foram 15 jogos.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o técnico não escondeu a mágoa ao falar do São Paulo: "O processo no São Paulo foi muito curto. Me sinto um pouco injustiçado quando fui avaliado, pois foram um pouco mais de 10 jogos à frente do profissional".

A redenção com o ouro olímpico

O ponto de virada veio na Seleção Brasileira. À frente do time Sub-23, Jardine foi questionado em alguns momentos, mas entregou uma conquista inédita em Tóquio: foi campeão sub-23 e abriu portas internacionais.

A "loucura" no México

Ele diz que muitos consideraram um erro quando, em 2022, ele aceitou o desafio de treinar o modesto Atlético de San Luis-MEX. O que parecia um passo atrás foi, na verdade, um salto. O bom trabalho o levou ao gigante América-MEX, onde ele fez história.

No comando das "Águias", Jardine conseguiu uma verdadeira hegemonia:

  • Três títulos mexicanos: 2023 (Apertura), 2024 (Apertura), 2024 (Clausura)
  • Campeão dos Campeões: 2024
  • Campeones Cup: 2024
  • Supercopa de la Liga MX: 2024

Esse sucesso no México fez com que Jardine virasse alvo do Botafogo em 2025, mas ele recusou a proposta.

Momento atual: pressão e especulações

Apesar do currículo, o futebol não perdoa oscilações. O América está em 8º lugar após 8 jogos na liga mexicana. Ficou a 11 pontos do líder e foi goleado pelo Tigres, no último domingo (1), por 4 a 1.

Caso Jardine seja demitido, o América-MEX já teria um favorito para assumir o seu lugar, segundo a imprensa mexicana. Trata-se de Juan Carlos Osorio, recentemente demitido pelo Remo.

Raphael Veiga sem brilho no México

Apesar de ter marcado o seu primeiro gol com a camisa do América-MEX, na partida contra o Puebla, no dia 21 de fevereiro, Raphael Veiga ainda não encanta no futebol mexicano.

O meia, emprestado pelo Palmeiras, tem recebido críticas de torcedores nas redes sociais que cobram maior protagonismo do jogador de 30 anos.