Apito Final

Marília Ruiz: "Estamos há 3 anos no dia da marmota esperando Neymar voltar"

No Apito Final, jornalista da Band afirma que a expectativa pela recuperação do craque se tornou um ciclo hipotético e repetitivo, e elogia postura de Ancelotti

Da redação
DA REDAÇÃO

07/09/2025 • 18:52 • Atualizado em 07/09/2025 • 18:52

A situação de Neymar na Seleção Brasileira foi classificada como um "dia da marmota" por Marília Ruiz durante o Apito Final deste domingo (7). Segundo a comentarista da Band, a discussão sobre o retorno do craque ao seu melhor nível se tornou um ciclo repetitivo e frustrante nos últimos três anos, baseado em uma recuperação que nunca se concretiza de forma definitiva.

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A análise de Ruiz partiu do debate sobre a ausência do atacante na convocação de Carlo Ancelotti. Para ela, o debate público e a esperança da torcida estão presos em uma mesma narrativa. “A gente está no dia da marmota há mais ou menos três anos esperando o Neymar voltar", declarou Marília Ruiz.

A expressão "dia da marmota" é uma referência ao filme norte-americano "Feitiço do Tempo" (1993), no qual o personagem principal fica preso em um 'loop temporal', revivendo o mesmo dia repetidamente. A analogia é usada para descrever situações monótonas ou problemas que se repetem de forma cíclica, sem apresentar progresso ou solução.

No caso de Neymar, a comentarista aplicou o termo para ilustrar a sensação de que o ciclo de lesão, recuperação, expectativa e nova frustração se tornou constante. "Parece que vai jogar, parece o melhor jogador brasileiro, e é só uma coisa hipotética”, completou Ruiz, reforçando que a volta do craque ao auge se tornou mais uma teoria do que um fato concreto.

Um técnico mais forte que os jogadores

Marília Ruiz elogiou a postura de Carlo Ancelotti, afirmando que a Seleção finalmente tem um comandante com autoridade para encerrar ciclos. Ela traçou um paralelo com a equipe campeã mundial em 2002, quando o técnico Luiz Felipe Scolari se impôs sobre o grupo e tomou a decisão de não levar Romário para a Copa do Mundo.

“O que há de paralelo entre uma coisa e outra neste momento é um técnico mais forte do que os jogadores. O Felipão era maior que aqueles jogadores”, comparou. Para a jornalista, a firmeza de Ancelotti, que primeiro agiu de forma "elegante" e depois respondeu à ironia de Neymar afirmando que o corte também foi por critério "técnico", foi fundamental.

Segundo ela, essa atitude do treinador ajuda a equipe e a torcida a se desapegarem da figura central de Neymar. “Acho que o Brasil conseguiu nessa data Fifa, a torcida e o time, desapegar um pouquinho do Neymar. É bom para a Seleção Brasileira tirar esse peso do Neymar e deles próprios, de jogarem para o Neymar”, concluiu.