Esporte na Band

John Textor é afastado do comando da Eagle Football; entenda o que muda

Fundo credor assume controle da holding, enquanto liminar mantém gestão no clube

GABRIELA MARINO

28/01/2026 • 13:09 • Atualizado em 28/01/2026 • 13:09

John Textor segue no comando da SAF do Botafogo, apesar do afastamento do controle da Eagle Football Holdings

John Textor segue no comando da SAF do Botafogo, apesar do afastamento do controle da Eagle Football Holdings

Vitor Silva/Botafogo

O empresário John Textor foi afastado do comando da Eagle Football Holdings após uma ação judicial movida pela Ares Management, principal credora do grupo. Apesar da decisão no âmbito da holding, o americano segue, neste primeiro momento, no comando da SAF do Botafogo, amparado por uma liminar concedida pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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A medida adotada pela Ares foi consequência de mudanças recentes promovidas por Textor na estrutura interna da Eagle. O empresário afastou dois membros do conselho, Stephen Welch e Hemen Tseayo, que integravam a Eagle BIDCO. A decisão gerou reação imediata do fundo, que entendeu o movimento como uma tentativa de interferência no processo de governança da holding.

Os dois conselheiros não concordavam com algumas ações recentes do empresário, incluindo o modelo de aporte financeiro apresentado para lidar com dívidas consideradas urgentes do Botafogo. Entre elas está o transfer ban que impede o clube de registrar atletas, punição relacionada a um débito junto ao Atlanta United, pela contratação do meia Thiago Almada. Textor havia prometido um aporte significativo ainda nesta semana para solucionar a questão.

A relação entre Textor e a Ares teve início em 2022, quando o fundo realizou um empréstimo de aproximadamente US$ 450 milhões para viabilizar a aquisição do Olympique Lyonnais. A dívida segue em aberto, fator que pesa diretamente no atual impasse entre as partes. Em junho de 2025, o fundo já havia retirado o empresário do controle operacional do clube francês.

Diante da tentativa de Textor de alterar a composição do conselho e influenciar votações internas, a Ares decidiu acionar uma cláusula de proteção contratual, reassumir o controle da Eagle e restabelecer Welch e Tseayo aos cargos. Apesar disso, a administração do Botafogo não sofre alterações neste momento, graças à decisão judicial válida no Brasil.

Procurado, o Botafogo informou que não vai se manifestar sobre o caso. As informações são de Gabriela Marino, da Rádio BandNews FM, no Rio de Janeiro.

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