Esporte na Band

Argentina não vai convocar jovens que deixarem o país por desejo dos pais

AFA quer impedir que jovens promessas deixem seus clubes formadores rumo à Europa

Da redação
DA REDAÇÃO

22/01/2026 • 16:26 • Atualizado em 22/01/2026 • 16:26

Argentina não vai convocar jovens que deixarem o país por desejo dos pais

Argentina não vai convocar jovens que deixarem o país por desejo dos pais

Reprodução/ Jornal da Band

Na última quarta-feira (21), a AFA (Associação de Futebol Argentina) definiu que não convocará para as seleções de base os atletas que deixarem seus clubes rumo ao exterior. A informação é do Diário Olé.

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Medida, discutida nas últimas semanas, ganhou força após o caso de Luca Scarlato, de 16 anos do River Plate, que decidiu sair do clube amparado pelo direito de "pátria potestad" de seus pais para atuar no exterior.

Pelo novo critério, qualquer atleta das divisões de base que rompa o vínculo com a instituição formadora por meio desse instrumento perderá a possibilidade de defender as seleções juvenis da Argentina enquanto estiver no futebol estrangeiro.

Segundo o advogado Marcelo Bee Sellares, especialista em direito esportivo que acompanha o tema, a intenção da AFA é "ordenar o processo formativo e evitar saídas prematuras que prejudiquem o desenvolvimento esportivo", além de estabelecer um marco regulatório mais claro para clubes, jogadores e famílias.

Entenda a nova regra da AFA

Na legislação argentina, a "pátria potestad" corresponde ao poder familiar pelo qual os pais tomam decisões em nome de filhos menores de idade. No futebol, famílias e agentes usam esse dispositivo para impedir que jovens assinem o primeiro contrato profissional, o que permite que eles deixem o país como atletas livres, sem pagamento de transferência ao clube formador.

"A AFA decidiu não convocar para seleções juvenis jogadores que saiam para o exterior usando a pátria potestad. A saída continua sendo legal, mas a convocação não é um direito. É uma decisão esportiva para proteger os clubes formadores, não uma sanção disciplinar", explicou Bee Sellares.

Na visão do advogado, a federação busca equilibrar o respeito à legislação civil, que permite esse tipo de saída, com a necessidade de preservar o investimento das instituições que revelam atletas. Ele ressalta que a nova diretriz se restringe às seleções de base e não impede que os atletas atuem normalmente pelos seus futuros clubes no exterior.

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