
Gio Queiroz, atacante do Atleti e da Seleção Brasileira
Instagram/@gio.garbelini
A atacante brasileira Gio Queiroz, do Atlético de Madrid, está no centro de uma grave polêmica no futebol europeu. A jogadora de 22 anos, que frequentemente defende a Seleção Brasileira, foi acusada de proferir insultos racistas contra a malinesa Dembele Fatou, do Tenerife, durante a semifinal da Copa da Rainha realizada na terça-feira (17).
O episódio provocou a paralisação da partida por cinco minutos após a árbitra Olatz Rivera Olmedo ativar o protocolo antirracismo da FIFA e da Federação Espanhola.
Entenda a confusão e o relato da súmula
O caso ocorreu nos minutos finais da vitória do Atlético. De acordo com o relatório da arbitragem, a tensão começou após a expulsão de Fatou, que empurrou uma adversária. No meio do tumulto generalizado, Gio teria chamado a jogadora do Tenerife de "negra".
Embora a equipe de arbitragem tenha registrado que não ouviu a ofensa diretamente, a denúncia foi formalizada pela goleira Noelia Ramos e pela própria vítima.
"A jogadora do Tenerife informou que a atleta do Atlético de Madrid se dirigiu a ela com o termo 'negra'", detalha a súmula oficial assinada pela árbitra Olmedo.
Briga no túnel e risco de suspensão
O clima hostil não terminou com o apito final. Fatou aguardou a brasileira no túnel de acesso aos vestiários, onde uma nova briga entre as equipes foi registrada.
Agora, o futuro de Gio Queiroz na competição é incerto. O Atlético de Madrid garantiu vaga na decisão, mas a brasileira pode sofrer uma punição pesada da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).
Caso a sanção seja confirmada, ela ficará fora da grande final prevista para o dia 16 de maio, contra o vencedor de Barcelona e Badalona.
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