
Oscar Piastri venceu, neste domingo (31), o GP da Holanda e conquistou o seu nono “caneco” na carreira. O piloto australiano dominou a prova do Circuito de Zandvoort de ponta a ponta e ainda abriu uma vantagem de 34 pontos para Lando Norris no campeonato.
Em uma corrida que se encaminhava para mais uma dobradinha da McLaren, o motor de Norris decidiu “fumar” e o inglês teve que abandonar a prova. Essa foi a primeira vez em 42 corridas que o time inglês não tinha problemas de confiabilidade.
Com isso, Max Verstappen conseguiu um segundo lugar em casa. Porém, quem roubou a festa foi Isack Hadjar, que conquistou o seu primeiro pódio da carreira. O francês fez uma prova limpa e assegurou o terceiro lugar.
No fundo do pelotão, Gabriel Bortoleto teve dificuldades desde o começo da corrida. O piloto brasileiro sofreu na largada, sofreu um incidente que danificou a sua asa dianteira com Lance Stroll na primeira volta e terminou a corrida na 15ª posição.
A Fórmula 1 retorna na próxima semana, para a disputa da 16ª corrida da temporada 2025: O GP de Monza. A segunda corrida mais antiga do calendário da categoria acontece entre os dias 5 e 7 de setembro.
Como foi o GP da Holanda
Piastri largou muito bem e manteve a liderança, enquanto Norris ficou sob enorme pressão. Verstappen, com pneus macios, assumiu a segunda posição, mas Norris deu o troco logo depois. Só que, na curva 3, o holandês teve um grande susto: o carro escapou, ele quase rodou, mas conseguiu manter apontado na direção certa e ainda recuperou o segundo lugar!
Enquanto isso, Piastri fazia um começo dos sonhos, disparando na frente, com Norris preso atrás de Verstappen — que, teoricamente, teria desgaste maior por estar com os macios. Mais atrás, Hadjar começava a ser pressionado por Leclerc, que já havia superado Russell na largada. E Albon também brilhou: ganhou várias posições e já aparecia em décimo!
Na volta seis, Verstappen começou a sofrer com os pneus de macios. Norris de médios, mergulhou por fora na curva 1 e passou por fuera o tetracampeão mundial.
Aparentemente, apenas Stroll estava comprometido com uma estratégia de duas paradas até aquele momento. Os demais seguiam estendendo a vida dos pneus, de olho na possibilidade de chuva. Na volta 19, Alonso surpreendeu: entrou nos boxes para colocar um jogo de pneus duros. Na volta seguinte, Yuki Tsunoda foi o segundo piloto a fazer a parada, seguido por Nico Hülkenberg. Logo depois, foi a vez da chuva começar a cair.
Os replays mostraram, que na volta 25, que Hamilton tentou a linha alta no banking, mas acabou colocando uma roda traseira sobre a faixa branca escorregadia. Não teve tempo para corrigir e bateu direto no muro. Felizmente, o piloto saiu bem do incidente, enquanto o Safety Car entrou.
Depois de cinco minutos de pura confusão, voltamos à ponta da corrida. Leclerc e Russell foram anotados pelos comissários.
Piastri seguia na liderança, 1s5 à frente de Norris, e tudo indicava que os dois tentariam levar os pneus até o fim. A garoa havia cessado, e Verstappen aparecia em terceiro, seguido por Hadjar. O detalhe é que o holandês estava com pneus médios — o que levantava dúvidas se ele conseguiria completar a prova sem mais uma parada.
Com 32 voltas para o fim, Piastri ainda não estava sob grande ameaça, mas tinha o companheiro de equipe logo atrás, a apenas 1s4.Verstappen tentava acompanhar o ritmo, mas com os pneus médios — que poderiam sofrer no final —, parecia improvável que a briga se transformasse em um duelo triplo pela ponta.
Leclerc estava fora da corrida, no mesmo ponto onde Hamilton havia batido. Porém, dessa vez, o monegasco foi tocado por Kimi Antonelli na curva 3. O italiano não teve problemas e seguiu na pista com 10 segundos de penalização.
Enquanto os comissários cuidavam do incidente, começou a movimentação nos boxes: as duas McLaren entraram, assim como Hadjar, Verstappen, Albon… e Antonelli, que precisou parar após sofrer um furo de pneu. Para a dupla da McLaren, a escolha foi pelos pneus duros.
Nesse caótico GP da Holanda, o motor de Lando Norris foi para o “espaço” na volta 65. Com isso, o piloto inglês teve que abandonar a corrida. Essa foi a primeira quebra da McLaren em 42 corridas na Fórmula 1.
