
Largou bem e depois sumiu na frente dos adversários. Foi assim que George Russell venceu o GP de Singapura, neste domingo (05), e conquistou a sua quinta vitória na Fórmula 1, a segunda na temporada 2025.
O piloto britânico comandou toda a corrida e largou Max Verstappen e Lando Norris em uma disputa ferroz pela segunda colocação. Mesmo com quatro zonas de detecção do DRS, o tetracampeão mundial levou a melhor em cima do inglês. Porém, o terceiro lugar já era o suficiente e a McLaren conquistou o título de construtores na temporada 2025, o 10ª da história da equipe.
O líder do campeonato, Oscar Piastri, perdeu as chances de disputar o pódio neste domingo após perder muito tempo durante a parada para troca de pneus. Com isso, o australiano terminou a corrida em P4 e Kimi Antonelli completou o top-5.
No fundo do pelotão, Gabriel Bortoleto teve um final de semana complicado. Logo na largada, o piloto brasileiro teve a asa dianteira danificada após um toque com Lance Stroll. Em uma corrida com poucos pontos de ultrapassagem, o brasileiro terminou a prova na 17ª colocação.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 17 e 19 de outubro para a disputa do GP dos Estados Unidos, 19ª etapa da temporada 2025, no Circuito das Américas, em Austin. Não perca nenhuma emoção na tela da Band.
Como foi o GP de Singapura
George Russell largou muito bem e manteve a ponta, enquanto Max Verstappen também teve uma boa reação. Atrás deles, a McLaren protagonizou o principal lance da largada: Lando Norris saltou melhor que Oscar Piastri, emparelhou com o companheiro e os dois chegaram perigosamente perto do muro. Piastri, mais cauteloso, acabou cedendo a posição — e os carros chegaram a se tocar levemente.
Com quatro voltas completadas, Russell liderava com 1,9s de vantagem sobre Verstappen, que usava pneus macios e precisaria parar antes da Mercedes. Leclerc aparecia logo à frente de Antonelli e Hamilton, enquanto Alonso era oitavo, seguido por Hadjar e Bearman.
Os comissários classificaram o toque entre os pilotos da McLaren como um incidente normal de primeira volta, sem necessidade de punição. Ainda assim, a equipe discutia internamente se interviria na disputa. Mesmo com danos na asa dianteira, Norris mantinha um ritmo forte, em situação semelhante à de Leclerc na China, quando o monegasco correu sem uma das pontas da asa.
A Mercedes mostrava excelente desempenho: Russell seguia ampliando sua vantagem, e Antonelli se mantinha dentro da zona de DRS de Leclerc, tentando se recuperar após uma largada ruim e rodando em sexto, entre as duas Ferrari.
Com 19 voltas completadas, Russell já abria quase nove segundos na liderança, virando consistentemente mais rápido que os rivais. Na McLaren, a dúvida era o momento certo para parar Norris e Piastri, especialmente diante da estratégia alternativa de Verstappen. O australiano parecia poupar pneus para tentar um stint mais longo e buscar o companheiro na parte final.
A Red Bull foi a primeira a agir: Verstappen parou na volta 20 para trocar os pneus macios pelos duros, em um pit stop de 3 segundos. O holandês retornou em sétimo, logo à frente de Alonso, encaixando-se perfeitamente no pelotão. A partir daí, Norris recebeu sinal verde para atacar.
Mesmo liderando com nove segundos de vantagem, Russell começou a sentir o desgaste dos pneus, enquanto a McLaren avaliava diferentes estratégias para seus dois carros.
Mais tarde, Verstappen enfrentou dificuldades: perdeu quase dois segundos em uma volta e chegou a travar os freios, escapando da pista e quase batendo no muro. O erro aumentou a vantagem de Russell para 4,7 segundos.
Na volta 45, as bandeiras amarelas apareceram após Nico Hülkenberg rodar na curva 7. O alemão conseguiu retornar à pista, mas caiu para o 20º lugar. A reta final da corrida prometia, com Norris cada vez mais próximo de Verstappen e uma batalha direta se desenhando pelo pódio.
