Um ano após deixar a Fórmula 1 e ser dispensado pela Racing Bulls, Daniel Ricciardo anunciou oficialmente sua aposentadoria definitiva das pistas. O australiano, que agora assume o cargo de Embaixador da Ford, se despede de uma carreira marcada por carisma, talento e conquistas memoráveis.
Desde sua estreia em 2011, Ricciardo rapidamente conquistou fãs pelo estilo vibrante e pelas manobras ousadas. Foram 14 temporadas na elite do automobilismo, 256 corridas disputadas e um total de 1.329 pontos somados. Nesse período, o australiano acumulou 8 vitórias e 32 pódios, consolidando-se como um dos pilotos mais habilidosos e populares da era recente da Fórmula 1.
Passagem por sete equipes

Daniel Ricciardo durante o GP do Canadá de 2013, quando ainda estava na Toro Rosso
Crédito: Red Bull
Ricciardo correu por sete equipes diferentes: HRT, Toro Rosso, Red Bull, Renault, McLaren, Alfa Tauri e Racing Bulls. Sua fase de maior destaque foi justamente na Red Bull, onde dividiu o time com Sebastian Vettel em 2014 e conseguiu superá-lo no campeonato, conquistando três vitórias na temporada e provando sua capacidade de competir no mais alto nível.
A partir de 2019, Ricciardo esteve sempre em reconstrução, tentando voltar a se firmar. Os resultados não vieram na Renault (2019 e 2020) ou na McLaren (2021 e 2022), e ele ficou sem vaga no grid de 2023. Foi acolhido pela Red Bull e assumiu uma vaga na AlphaTauri no decorrer daquele ano. No meio de 2024, pela agora Racing Bulls, foi dispensado.
Brincadeiras
Durante os altos e baixos, Danny Ric nunca deixou de sorrir e protagonizar bons momentos para quem estava em volta. As brincadeiras anunciando Pierre Gasly viraram uma constante. O visual de cowboy no Grande Prêmio dos EUA – com direito a cavalo no paddock em 2022 – também marcaram. Até o Nico Hüüüüüüüülllllkeeenbergggg.
O triunfo histórico em Monza 2021

Ricciardo comemora vitória no GP da Itália de 2021
Crédito: F1
Sua última vitória na categoria veio no GP da Itália de 2021, em Monza, pilotando pela McLaren. O triunfo quebrou um jejum de nove anos sem vitórias da equipe e marcou um dos momentos mais emocionantes da carreira de Ricciardo, coroado ainda com a volta mais rápida da corrida. Porém, foi dispesado no final do ano pela equipe Papaya.
A segunda chance
Fora do grid, Daniel Ricciardo voltou à Red Bull como piloto de testes. Com a vaga, voltou a sorrir. Voltou ao grid quando a AlphaTauri dispensou Nyck de Vries. E diante das oscilações de Sergio Pérez na equipe principal, era visto como principal candidato a substituir o mexicano a qualquer momento.
Fim da linha (de vez)
Em 2024, Daniel Ricciardo não conseguiu acompanhar os desempenhos de Yuki Tsunoda: o japonês somou 22 pontos em 18 corridas, contra 12 do companheiro. Aí, pesou a pressão nos bastidores para que Liam Lawson ganhasse terreno. Já na reta final da carreira e sem empolgar nos resultados, o australiano foi escolhido – e perdeu a vaga.
Carisma e legado
Mais do que números, Ricciardo foi lembrado pelo jeito irreverente fora das pistas e pela ousadia dentro delas. Sempre carismático, acumulou fãs no mundo todo e se tornou um dos pilotos mais queridos do grid. Sua trajetória deixa como legado a combinação de técnica, experiência e personalidade, que fizeram dele um personagem único na história da Fórmula 1.
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