FÓRMULA 1

Bortoleto e Audi: O que a F1 2026 reserva para o Brasil?

Dados do Google Trends mostram que a maior curiosidade dos fãs passa pela transição da Sauber e pelos desafios do novo regulamento de motores

Babi Fava
BABI FAVA

07/12/2025 • 14:57 • Atualizado em 07/12/2025 • 14:57

Bortoleto mira bom desempenho na estreia no GP dos EUA: "Estamos preparados"

Bortoleto mira bom desempenho na estreia no GP dos EUA: "Estamos preparados"

X/@gabortoleto85

Com o encerramento da temporada de 2025, que consagrou Lando Norris como campeão mundial, o foco do público da Fórmula 1 já mira a revolução técnica programada para 2026. Nos dados de busca do Google no Brasil, o interesse pela próxima era do esporte tem um nome e uma equipe: Gabriel Bortoleto e a Audi.

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O jovem piloto brasileiro, que encerrou sua temporada de estreia pela Sauber em 19º no Mundial de Pilotos com 19 pontos, está garantido para a nova fase, integrando a dupla da equipe de fábrica da Audi. Mas o que realmente move os questionamentos dos fãs, visíveis nos dados de pesquisa, são as grandes incógnitas sobre o desempenho do time alemão e como o novo regulamento técnico pode mudar o espetáculo.

O fenômeno Bortoleto nos dados

O interesse dos fãs brasileiros por Gabriel Bortoleto é notavelmente alto. Ao longo da temporada de 2025, ele apareceu entre os pilotos mais procurados nas buscas do país, atrás apenas de Max Verstappen e Lewis Hamilton. Uma tradução clara da expectativa (e até um certo alívio coletivo) de ver o Brasil novamente representado de forma competitiva na Fórmula 1, depois de tantos anos sem um nome nacional em ascensão real na categoria.

Interesse de busca por Gabriel Bortoleto por semana em 2025, Brasil

Interesse de busca por Gabriel Bortoleto por semana em 2025, Brasil

As principais perguntas que chegaram ao Google revelam a ansiedade nacional: "Gabriel Bortoleto é de qual equipe?" e "Bortoleto vai para qual equipe em 2026?" estão no topo, confirmando que a conexão Sauber/Audi é o centro da curiosidade.

Em sua temporada de novato, Bortoleto demonstrou uma rápida curva de aprendizado, capitalizando oportunidades e superando o companheiro de equipe Nico Hülkenberg em classificações, com um placar de 8x7 em duelos de grid (incluindo sprints). Seu ponto alto foi na Hungria, com um P7 no grid e um sólido sexto lugar na corrida, além de igualar sua melhor posição de largada (P7) na final em Abu Dhabi. O chefe da equipe, Jonathan Wheatley, chegou a chamar a temporada de 2025 da Sauber de "extraordinária".

A grande dúvida: a Audi chega forte?

Perguntas entre as mais buscadas em 2025, no Brasil, sobre equipes da Fórmula 1

Perguntas entre as mais buscadas em 2025, no Brasil, sobre equipes da Fórmula 1

O grande ponto de interrogação que domina os bastidores e os dados de busca é: "Sauber vai virar Audi?". A resposta é sim: a Audi assumiu 100% da Sauber no início de 2024 e a transição para equipe de fábrica será finalizada para 2026.

O interesse brasileiro pela Sauber é bem maior do que a média global, um sinal claro de que a atenção do público está voltada para o projeto que terá um piloto do país no grid. Essa diferença mostra como a chegada de Bortoleto já reposicionou a equipe no imaginário dos fãs — antes vista como coadjuvante, agora encarada como um dos pontos mais acompanhados para 2026.

Contudo, a Audi estreia na F1 como uma nova fabricante de unidades de potência (PU), o que impõe um desafio de escala imensa, já que a marca nunca desenvolveu um motor turbo-híbrido para a categoria. Segundo Jonathan Wheatley, chefe da equipe, o principal foco do projeto inicial é a confiabilidade do motor. A integração do chassi e do motor está prevista para ocorrer em dezembro de 2025, numa verdadeira corrida contra o tempo para a pré-temporada.

Wheatley reconhece que o caminho é longo, mas o objetivo é ambicioso: "Estamos na garagem 10, mirando a garagem 1. É uma longa caminhada." A expectativa interna da equipe é lutar por vitórias e, potencialmente, títulos até o fim da década.

O Novo Jogo de 2026: Override e Asas Móveis

Além das mudanças estruturais na equipe de Bortoleto, o novo regulamento em si gera dúvidas nos fãs sobre o futuro das corridas. As transformações em 2026 serão radicais, com carros mais leves (redução de 30 kg, chegando a 768 kg) e menores, com um novo sistema híbrido que duplica a potência elétrica (MGU-K de 350 kW, metade da potência total).

A maior mudança nas disputas será a substituição do DRS, com a adoção da aerodinâmica ativa e a introdução do “Override Mode”.

  1. Aerodinâmica ativa: o sistema permitirá que o piloto altere a configuração das asas dianteira e traseira nas retas (Modo de Baixa Carga, ou X-Mode) para reduzir o arrasto e economizar energia. Nas curvas, o modo padrão (Z-Mode) será usado para garantir mais downforce. A ativação será liberada pela FIA apenas em zonas específicas, por motivos de segurança.
  2. Override Mode: funcionará como um “botão de ultrapassagem”, garantindo um excedente de potência elétrica em velocidades elevadas, estendendo o uso dos 350 kW até cerca de 337 km/h, em vez dos 290 km/h do modo padrão. Essa potência extra será crucial para as ultrapassagens, e a gestão de energia passará a ser uma peça estratégica ainda mais importante do que já é hoje.

Pode-se dizer que a temporada de 2026 será um ano de equilíbrio delicado. Bortoleto e a Audi iniciarão o ciclo com responsabilidades elevadas, mas com o talento do brasileiro alinhado à ambição de uma montadora que visa o topo. Se Bortoleto conseguir aliar sua rápida adaptação a uma unidade de potência confiável, o interesse em seu futuro poderá, de fato, transcender as fronteiras do Brasil.

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