Velocidade

Entenda por que o acidente de Bearman é "a batida que os pilotos temiam"

Acidente foi causado pelas mudanças bruscas de velocidade, que surgiram com o novo regulamento

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29/03/2026 22:34 • Atualizado há 209 dias

Entenda por que o acidente de Bearman é "a batida que os pilotos temiam"

Pilotos da Fórmula 1 voltaram a criticar o regulamento de 2026 após o acidente de Oliver Bearman, da Haas, neste domingo, no GP do Japão. A FIA (Federação Internacional de automobilismo) disse que fará uma revisão das regras de gestão de energia durante a pausa de abril.

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No acidente, Bearman se aproximava de Franco Colapinto, da Alpine, que reduziu a velocidade para recarregar a bateria. O inglês estava próximo e acelerava para buscar a ultrapassagem.

Para desviar de Colapinto, Bearman saiu da trajetória, passou pela grama e bateu forte na barreira de proteção. Sofreu uma lesão leve no joelho, mas sem fratura. Gravou um vídeo para dizer que está bem.

A dinâmica expôs o principal ponto de preocupação com os carros de 2026: a gestão da energia. A parcela elétrica da potência total subiu de 15% para 50%. E o uso da bateria pode gerar grandes diferenças de velocidade entre carros próximos em reta.

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Pilotos criticam diferenças de velocidade

Antes mesmo da largada, Fernando Alonso, da Aston Martin, já criticava o novo modelo. Segundo ele, as disputas deixaram de ser planejadas: "Hoje em dia, ultrapassar é acidental (...). É uma manobra evasiva, não uma ultrapassagem", afirmou.

Líder da Grand Prix Drivers Association (GPDA), Carlos Sainz lembrou que a área de escape impediu o choque direto entre Bearman e Colapinto e alertou para o risco em circuitos de rua, como Baku, Singapura e Las Vegas. "Esses acidentes vão acontecer com frequência com esse conjunto de regulamentos, e precisamos mudar algo logo", disse.

Piastri vê problema sem solução rápida

Oscar Piastri, da McLaren, avaliou que "não há solução fácil" para o problema, discutido desde a concepção dos carros. Ele contou que quase bateu em Nico Hülkenberg, da Audi, em um treino livre. E afirmou que "enquanto aprendemos isso, infelizmente coisas assim provavelmente vão acontecer".

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Com Estadão Conteúdo

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