
Ferrari prestou homenagem ao Papa com o "bico preto" no GP do Bahrein de 2005
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O GP do Bahrein de 2005 é lembrado por muitos como a corrida mais quente da história da Fórmula 1, com 42,6 graus de temperatura ambiente e 56 graus no asfalto. Porém, a segunda edição da prova também contou com uma homenagem da Ferrari pela morte do Papa João Paulo II.
O polonês Karol Wojtyla, o primeiro papa não italiano em quatro séculos e meio, morreu um dia antes da prova, no dia 2 de abril. A Ferrari cobriu os patrocinadores que estavam na ponta da asa dianteira do F2005 de Michael Schumacher e Rubens Barrichello — a escolha foi visualmente sutil, porém simbólica.
A prova foi vencida de forma dominante por Fernando Alonso, da Renault. O espanhol largou da pole position e liderou a maior parte da corrida, consolidando sua excelente fase naquele início de temporada. O segundo lugar ficou com Jarno Trulli, da Toyota e em terceiro, veio Kimi Räikkönen, da McLaren. Michael Schumacher abandonou com problemas hidráulicos e Rubens Barrichello terminou apenas em 9º lugar.
Apenas em outro momento na história a Ferrari correu com o bico do carro pintado de preto. Dias depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, a Ferrari correu com um carro sem patrocinadores e um bico pintado todo de preto, no GP de Monza daquele ano.

