FÓRMULA 1

Grande Prêmio de Abu Dhabi marca despedidas da Fórmula 1 em 2025

Sauber deixa a F1 após mais de 30 anos, em último capítulo também para ciclos de sucesso na categoria

Da redação
DA REDAÇÃO

02/12/2025 • 11:16 • Atualizado em 02/12/2025 • 11:16

Sauber deixa a F1 após mais de 30 anos, em último capítulo também para ciclos de sucesso na categoria

Sauber deixa a F1 após mais de 30 anos, em último capítulo também para ciclos de sucesso na categoria

Stake F1 Team Kick Sauber

O Grande Prêmio de Abu Dhabi encerra neste final de semana a temporada 2025 da Fórmula 1. E ainda que o foco esteja na disputa pelo título mundial entre Lando Norris, Max Verstappen e Oscar Piastri, a prova também terá espaço para o fim de alguns ciclos na categoria máxima do esporte mundial.

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O principal, ao menos para o público brasileiro, é o fim da Sauber. O time suíço está na F1 desde a temporada 1993, completando 32 anos no grid – incluindo os períodos sob outras identidades, como BMW-Sauber (2006 a 2010) e Alfa Romeo (2019 a 2023). A partir de 2026, a operação dá lugar a uma equipe de fábrica da Audi.

“É um momento de emoção, uma vez que atingimos outro marco na chegada da Audi para 2026. Na última corrida Sauber, queremos mostrar o respeito pelo legado do time nascido do sonho de Peter Sauber. Queremos honrar tudo que foi feito através de três décadas de Fórmula 1 e de 50 anos de automobilismo, e terminar de uma maneira reflita esta incrível história”, afirmou Jonathan Wheatley, chefe de equipe da Sauber.

Confira outras sete despedidas do GP de Abu Dhabi:

Motores Renault

Alpine correrá com motores Mercedes em 2026 (Imagem: BWT Alpine F1 Team)

Alpine correrá com motores Mercedes em 2026 (Imagem: BWT Alpine F1 Team)

O GP de Abu Dhabi será o último dos motores Renault na Fórmula 1 – pelo menos por enquanto.

A marca surgiu na F1 em 1977, equipando a equipe de fábrica de Renault. Fez sucesso e começou a equipar outras equipes a partir da década de 1980, marcando a história com times como Williams, Benetton, Red Bull e com a própria Renault bicampeã em 2005 e 2006.

Mas, aos poucos, as unidades de potência francesas foram perdendo terrenos para as concorrentes, e a Alpine se tornou a única a correr com eles. Frente à falta de competitividade, o time optou por abrir mão da fabricação própria e passará a correr com motores Mercedes em 2026.

Parceria Red Bull-Honda

Red Bull terá motores fabricados com a Ford (Imagem: Reuters)

Red Bull terá motores fabricados com a Ford (Imagem: Reuters)

Quando a Honda assumiu o fornecimento de motores da Red Bull em 2018, as duas partes vinham de um momento de baixa. A fabricante japonesa deixou a McLaren após três anos de pelotão intermediário, e equipe ainda buscava a competitividade dos tempos de Sebastian Vettel.

Mas deu tudo certo. Com a chegada da Honda e a ascensão de Max Verstappen, a Red Bull voltou a dar as cartas na F1. A holandês foi tetracampeão entre 2021 e 2024, e o time faturou o Mundial de construtores em 2022 e 2023.

A parceria perdeu força a partir nos últimos anos, com o conflito entre dirigentes na equipe. A partir de 2026, a Red Bull correrá com motores fabricados em parceria com a Ford.

Parceria Aston Martin-Mercedes

Aston Martin será a nova casa da Honda (Imagem: Reuters)

Aston Martin será a nova casa da Honda (Imagem: Reuters)

A Force India deixou de correr com motores Ferrari no fim de 2008 e passou a contar com unidades de potência da Mercedes em 2009.

Desde então, muita água passou por baixo desta ponte. A equipe de Vijay Mallya foi vendida para um consórcio liderado por Lawrence Stroll, virou Racing Point entre 2018 e 2020, até que assumiu a identidade da Aston Martin em 2021.

Durante todo este período iniciado em 2009, a equipe correu com motores da Mercedes. Mas este casamento está terminando no fim de 2005.

Fora do guarda-chuva do conglomerado Red Bull GmbH, a Honda encontrou um novo lar na Fórmula 1. A partir de 2026, equipará os carros da Aston Martin com exclusividade.

DRS

F1 terá mudanças aerodinâmicas em 2026 (Imagem: Getty Images/Red Bull Content Pool)

F1 terá mudanças aerodinâmicas em 2026 (Imagem: Getty Images/Red Bull Content Pool)

O DRS (sigla em inglês para “sistema de redução de arrasto”) foi introduzido na Fórmula 1 em 2011 para facilitar as disputas por posições. A ideia era simples: permitir a movimentação da asa traseira do carro, “abrindo” ou “fechando” para permitir o ganho de velocidade em reta.

Embora eficiente, o sistema nunca foi uma unanimidade na F1. Pilotos, equipes, jornalistas e fãs reclamavam dos resultados artificiais, que dificultavam a defesa dos carros mesmo diante de rivais menos rápidos.

A partir de 2026, o DRS deixa a Fórmula 1, mas não sem uma alternativa. A categoria vai adotar a aerodinâmica ativa, com asas dianteiras e traseiras que se adequarão automaticamente para otimizar o desempenho, com mais downforce nas curvas e menos downforce nas retas.

MGU-H

Nova configuração vai dar menos espaço aos motores a combustão (Imagem: Aston Martin F1 Team)

Nova configuração vai dar menos espaço aos motores a combustão (Imagem: Aston Martin F1 Team)

O regulamento de 2026 da Fórmula 1 manterá os motores V6 turbo de 1,6 litro utilizados desde 2014, mas com novas configurações. Isso porque a potência da parte da combustão interna vai cair.

O MGU-H (unidade geradora de potência por calor) será abandonada, enquanto o MGU-K (unidade geradora de potência por energia cinética) terá que compensar, aumentando a potência oferecida de120 kW para 350 kW.

Com esse cálculo, os motores deverão recuperar o dobro de energia elétrica, abrindo mão da força oferecida por motores a combustão. Somando-se a isso o novo combustível, a ideia da F1 é emitir menos carbono no ar.

Sprint em Interlagos

Interlagos recebeu sprints de 2021 a 2025 (Imagem: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)

Interlagos recebeu sprints de 2021 a 2025 (Imagem: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo)

Essa despedida já rolou, mas vale a pena incluir na lista.

A corrida sprint do Grande Prêmio de São Paulo de 2025 foi a última do Autódromo de Interlagos na Fórmula 1 até segunda ordem.

O formato foi adotado em 2021, e a prova brasileira sempre esteve na lista. Foi palco inclusive de desempenhos históricos, com o de Lewis Hamilton em 2021 e de Max Verstappen em 2023.

Mas a prova de 2025, vencida por Lando Norris, foi a última. A partir de 2026, o GP de São Paulo volta à programação com três treinos livres, já que a F1 realizará o formato em outras seis provas: China, Miami, Canadá, Inglaterra, Holanda e Singapura.

Yuki Tsunoda

Fim da linha para Tsunoda? (Imagem: Getty Images/Red Bull Content Pool)

Fim da linha para Tsunoda? (Imagem: Getty Images/Red Bull Content Pool)

O piloto japonês esperou por muitos anos a vaga na Red Bull. Ela finalmente chegou após as primeiras provas de 2025, mas os resultados não foram os esperados – assim como não foram com Liam Lawson e no fim da passagem de Sergio Pérez.

Com o fim da parceria entre Red Bull e Honda, a equipe tem poucos motivos para manter Tsunoda no cockpit. O francês Isack Hadjar, que faz boa temporada com a Racing Bulls, é o favorito para se tornar a próxima aposta?

Uma volta à Racing Bulls é improvável, já que a equipe deve dar uma oportunidade a Arvid Lindblad – ainda que o currículo do britânico não inspire muito otimismo. Assim, a tendência é que o japonês se torne reserva da Aston Martin.