
Nationali Piloti, jogo de futebol de pilotos em Mônaco
Automóvel Clube de Mônaco
A semana que antecede o Grande Prêmio de Mônaco é também a data de um tradicional evento: uma partida de futebol envolvendo a Nationali Piloti, seleção de pilotos na qual os astros da Fórmula 1 são os protagonistas.
A edição 2025 do jogo aconteceu nesta quarta-feira (21), no Estádio Louis II. O time foi derrotado pelo Barbagiuans & Stars, um time fundado em 1980 que reúne amigos da família real monegasca. A associação que leva o nome de Jules Bianchi foi beneficiada pelo jogo.
O placar acaba ficando em segundo plano. Para quem entrou em campo, a tradicional partida beneficente – que contou com nomes como Pierre Gasly, Carlos Sainz, Oliver Bearman e Isack Hadjar – foi motivo de diversão.
“Eu amo futebol, eu amo jogar, eu amo a sensação. Eu costumava jogar quando era criança, e amava absolutamente cada jogo, cada treino. Agora, pode jogar neste tipo de evento, especialmente em um estádio tão emblemático, meio que me lembra os sonhos que eu tinha quando era pequeno. É incrível viver este momento e dividir este momento com outros pilotos, que são rivais na pista, mas trabalham juntos neste tipo de evento”, comemorou Pierre Gasly, da Alpine, autor de um gol de pênalti no jogo.
“Ontem, eu estava com Isack (Hadjar) jogando pela esquerda, tentando trabalhar uma jogada para fazer um gol, defendendo com Carlos (Sainz). Charles (Leclerc) costumava jogar no passado. É um evento legal e uma boa maneira de chegar ao fim de semana do GP de Mônaco. Fazemos pela caridade”, completou Gasly, que também foi capitão do time dos pilotos.
Isack Hadjar comemorou a oportunidade, mas admitiu que o corpo sentiu a partida – a ponto de ele se preocupar com a condição física para o fim de semana de corrida.
“Foi realmente duro. Eu nunca havia jogado 11 contra 11 em um campo de tamanho oficial. Então, bastou para mim. Foi muito difícil, mais difícil do que eu esperava. Eu percebi que meus músculos não foram feitos para o futebol”, brincou o francês da Racing Bulls.

Time de pilotos foi superado em jogo de 2025 (Imagem: Automóvel Clube de Mônaco)
A atuação de Hadjar não chegou a impressionar Gasly, que é sócio do FC Versailles, clube que disputa as divisões de acesso do futebol francês. Perguntado se o novato teria vaga no time, o piloto da Alpine arrancou risadas dos jornalistas ao dizer que não.
“Talvez no comando. Eu gosto de sua mentalidade e de seu espírito de equipe – não no campo”, brincou. “Eu devo dizer que ele é um grande jogador, porque ele simplesmente vai. Assim como ele é na pista, ele é em campo. Eu não sei se é bom para o corpo, mas para o time, é ótimo.”
Zidane, o ídolo
Os pilotos ainda foram perguntados por Mariana Becker sobre quem seria o melhor jogador de futebol para eles. Gasly despistou e alegou que não conseguiria encontrar uma resposta, já que haveria nomes de diferentes gerações. Para a geração atual, citou Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Mas concordou quando Charles Leclerc elegeu Zinedine Zidane como o ídolo.
“Zizou é meu ícone desde que eu era criança”, diz. “Dizer que ele é o melhor de todos os tempos é muito difícil. Mas, para mim, como criança, incialmente meu sonho era ser jogador de futebol – até a primeira vez que eu sentei em um kart. Na primeira volta, o sonho de ser jogador de futebol desapareceu. A Fórmula 1 virou tudo. Mas eu continuei jogando futebol. E, para ser justo, se a Fórmula 1 não fosse parte da minha vida, eu teria tentado uma carreira no futebol. Acho que não teria conseguido, mas pelo menos era claramente meu segundo sonho como criança”, concluiu.
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