FÓRMULA 1

Para Lewis Hamilton, pressão na Ferrari 'parece muito pior por fora do que é por dentro'

Heptacampeão busca bom resultado no GP do Canadá, mas diz que equipe está unida para buscar evolução na temporada

Da redação
DA REDAÇÃO

12/06/2025 • 18:32 • Atualizado em 12/06/2025 • 18:32

A chegada de Lewis Hamilton à Ferrari em 2025 ainda não surtiu o efeito esperado nos resultados. O heptacampeão é o sexto colocado do Mundial de pilotos, com 71 pontos em nove etapas, e ainda busca o primeiro pódio com a escuderia.

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Mas Hamilton garante não se sentir pressionado pelos números para buscar um bom resultado no GP do Canadá neste final de semana. Para o britânico, a relação com a escuderia até aqui é melhor do que parece.

“Um bom fim de semana é sempre bom, mas não sinto que preciso desesperadamente de um. Acho que parece muito pior por fora do que provavelmente é por dentro”, disse Hamilton, que elogiou o trabalho dos engenheiros da Ferrari para a prova canadense.

“Há uma certa maneira que eles gostam de trabalhar e é ‘espere um segundo, isso não faz muito sentido’. Tipo, é isso que tenho feito nos últimos 17, 18 anos aqui, e funcionou em muitos deles. Então, fazer com que essas coisas funcionem consistentemente com a equipe e garantir que você esteja trabalhando de forma construtiva para fazer mudanças. O carro tem um ponto ideal, e estamos tentando fazê-lo funcionar em todas essas pistas, com as quais todos estão tendo dificuldades”, completou.

No GP da Espanha, há duas semanas, Lewis Hamilton foi o sexto colocado, enquanto seu companheiro Charles Leclerc foi o terceiro. O chefe de equipe da Ferrari, Fredéric Vasseur, afirmou que os dois carros tiveram problemas ao longo da etapa. E o heptacampeão afirma que esta questão vem afetando “massivamente” seu desempenho.

“Infelizmente, a equipe disse ontem que não queria que falássemos muito sobre isso, mas nós dois tínhamos problemas que nos atrapalhavam bastante desde a metade da corrida. Eu não sabia se tínhamos ou não esse problema, mas disse no rádio que era a pior sensação que eu já tinha tido com o carro – e realmente era com esse problema", disse, indo além.

"No final da corrida, eu pensei: ‘Nossa, nunca experimentei algo tão ruim por tanto tempo em uma corrida’. Só depois das entrevistas na TV voltei para os engenheiros e descobrimos que havia um problema. Foi um alívio ouvir isso, porque não me senti tão mal depois.”

Hamilton teve problemas no GP da Espanha e foi sexto (Imagem: Scuderia Ferrari HP)

Hamilton teve problemas no GP da Espanha e foi sexto (Imagem: Scuderia Ferrari HP)

O desempenho em Barcelona valeu à Ferrari a vice-liderança no Mundial de construtores – 165 pontos, contra 159 da Mercedes. Mesmo assim, a imprensa italiana tem aumentado o tom de cobrança sobre o desempenho de Vasseur, especulando até mesmo a saída do dirigente.

Hamilton, no entanto, defendeu o chefe. “Só fiquei sabendo disso antes de chegar aqui, então não li as histórias. Definitivamente não é nada bom ouvir que existem histórias assim por aí. Primeiro, adoro trabalhar com o Fréd. O Fréd é o principal motivo de eu estar nesta equipe e tive a oportunidade de estar aqui – pela qual sou eternamente grato. Estamos juntos nisso. Estamos trabalhando duro nos bastidores”, disse o heptacampeão.

“As coisas não estão perfeitas. Mas, como eu disse, estou aqui para trabalhar com a equipe e com o Fréd. Quero o Fréd aqui. Acredito que o Fréd é a pessoa que vai nos levar ao topo, e é isso. Para mim, tudo o que as pessoas escreveram é bobagem. A maioria das pessoas não sabe o que está acontecendo nos bastidores. Não é tudo fácil, tipo, não é o caminho mais tranquilo. Estamos tendo que fazer mudanças e há muito trabalho a ser feito. Naturalmente há muita pressão porque queremos vencer, mas isso não faz parte da discussão no momento”, acrescentou.