Que o novo regulamento aerodinâmico promete “bagunçar” a Fórmula 1 em 2026, isso não é surpresa. Mas você já parou para pensar que as regras podem impactar diretamente a largada das corridas?
Lando Norris já. O campeão da temporada 2025 espera largadas caóticas ao longo da temporada por dois motivos: o impacto na classificação para as provas e as disputas nas primeiras voltas.
As mudanças começam na volta de qualificação. Passado o shakedown coletivo da F1 em janeiro, no Circuito de Barcelona (Espanha), o britânico da McLaren já entendeu que vai precisar se adaptar – e mudar as voltas rápidas nas vésperas das corridas – se quiser otimizar a recuperação de energia para o Modo Ultrapassagem.
“Você está numa volta de qualificação e precisa aliviar um pouco o acelerador. Com certeza não é o que você está acostumado a fazer – não é o que você faz no kart, não é o que você já fez antes. Então, existem alguns desafios diferentes”, explicou Norris.
“Quando você está começando uma volta, mentalmente você pensa: 'OK, vamos lá'. E você não acelera tudo na última curva porque está economizando a bateria. E aí você cruza a linha de chegada e alivia o acelerador de novo. Certamente não é assim que você normalmente pensaria em começar uma volta de qualificação, mas esse é exatamente o desafio que temos”, acrescentou.
Todo mundo junto
Com o grid definido, os pilotos terão um segundo desafio: a disputa por posições na primeira volta. Sem o DRS, os pilotos agora poderão utilizar a aerodinâmica ativa em todas as retas.
Assim, todo mundo pode ter as asas abertas para atacar ou defender ao longo de toda a prova – e não mais depois de duas voltas após largadas e relargadas, como acontecia com o DRS.
Com essa equação, os pilotos terão mais possibilidades para atacar na largada das corridas. Agora, precisará calcular como otimizar o aproveitamento da bateria do Modo Ultrapassagem em meio às disputas com a aerodinâmica ativa.
“Acho que será mais complicado de entender - tipo como preparar as ultrapassagens. Antes, era bem simples: você pilotava o mais rápido possível, mas evitava o ar sujo, e era bem fácil carregar a bateria de forma eficiente. Agora, ao economizar bateria, você perde muito tempo e muito espaço nas retas”, analisou Norris.
“Trata-se apenas de entender essas coisas. Muito disso envolve engenharia e cálculos, mas os pilotos geralmente ainda precisam executar o trabalho na pista, aplicando tudo isso. Portanto, acho que veremos mais caos nas corridas, onde o piloto terá que estar atento a todas essas diferentes situações que podem acontecer.”
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