
O que é a Superlicença da FIA e como um piloto pode chegar à Fórmula 1?
F1
A trajetória rumo à Fórmula 1 exige talento, oportunidade e, até mesmo, de passar na prova do Detran para tirar a habilitação. Brincadeiras a parte, um piloto não precisa de uma licença normal para chegar ao topo do automobilismo, mas sim, de uma Superlicença.
Introduzida no início dos anos 1990, a ferramenta criada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), para padronizar o acesso às principais categorias, tornou-se o filtro definitivo para qualquer piloto que pretenda chegar ao grid da F1.
Critérios básicos para solicitar a Superlicença
Para competir na Fórmula 1, o piloto precisa cumprir uma série de requisitos formais definidos pela FIA. Entre eles:
- Possuir uma licença FIA Internacional Grau A válida;
- Ter carteira de motorista válida; (Né, Kimi Antonelli?)
- Completar 18 anos antes de sua primeira competição na F1;
- Concluir com sucesso uma prova teórica sobre o Código Desportivo Internacional e sobre os Regulamentos
- Esportivos da F1;
- Ter participado de, no mínimo, 80% de duas temporadas completas em campeonatos de monopostos reconhecidos pela FIA.
- O piloto deve conquistar no mínimo 40 pontos de Superlicença ao longo das três temporadas anteriores.
- Em no máximo dois dias, o piloto deve ter percorrido pelo menos 300 quilômetros em um carro de Fórmula 1 representativo, como parte de uma sessão oficial da F1, como um treino livre, ou um teste aprovado por uma federação nacional de automobilismo.
Como conquistar pontos suficientes para a Superlicença?
O piloto também deve marcar um mínimo de 40 pontos nas três temporadas de corrida mais recentes. A maneira mais rápida é terminar em primeiro no campeonato da Fórmula 2 ou da IndyCar.
Sistema de pontos da Superlicença
*Os pilotos também podem ganhar 1 ponto de Superlicença ao completarem mais de 100 quilômetros durante um treino livre da Fórmula 1.
Quanto custa uma Superlicença?
- Taxa fixa de €11.500, aplicada quando um piloto estreia na Fórmula 1 ou retorna após a expiração de sua licença anterior;
- Taxa variável calculada com base nos pontos do Mundial do ano anterior: são cobrados €2.300 por cada ponto de campeonato.
Para conseguir pilotar em 2025 na Fórmula 1, Max Verstappen teve que pagar nada menos que um milhão de euros (cerca de R$ 6,4 milhões). Isso porque o tetracampeão mundial conquistou 437 pontos na temporada de 2024.
Qual nacionalidade aparece na Superlicença no caso de dupla cidadania?
A Superlicença exibe apenas uma nacionalidade e a escolha é do piloto, mesmo que ele tenha dupla cidadania. Um exemplo disso é Alexander Albon, que possuia a britânica e tailandesa. Embora tenha nascido e crescido no Reino Unido, ele compete na Fórmula 1 sob a bandeira da Tailândia.
