Quando Oscar Piastri venceu o Grande Prêmio da Holanda, com Max Verstappen em segundo lugar, o australiano caminhava para um fim de temporada tranquilo na Fórmula 1. Tinha 309 pontos, com 34 de vantagem para Lando Norris (275) e incríveis 104 para o holandês da Red Bull (205).
Mas era só o começo da reação de Verstappen, que começou ali uma sequência de cinco corridas chegando entre os dois primeiros. Foram três vitórias (Itália, Azerbaijão e Estados Unidos) e dois segundos lugares (Holanda e Singapura).
Ao fim do GP em Austin, apenas 40 pontos separam os três primeiros colocados: Piastri tem 346, Norris tem 332 e Verstappen tem 306. E o tetracampeão mostra estar vivo na briga pelo quinto título.
Mas Piastri não se incomoda com a pressão. Mesmo que não vença desde o GP da Holanda, o australiano da McLaren garante que a pressão na reta final não muda sua abordagem a cada etapa.
“Obviamente, a diferença diminuiu um pouco nas últimas corridas, mas, para mim, o foco sempre foi em tentar ser o mais rápido que posso e tirar o máximo de cada fim de semana. Em alguns finais de semana, nós conseguimos. Em alguns finais de semana, não”, disse Piastri em entrevista nesta quinta-feira (23) às vésperas do GP do México.
“É nisso que estou concentrado. Acho que, se eu fizer um bom trabalho e estiver no topo todo final de semana, não importa muito como o momento se parece”, completou.
Advertências retiradas
Na disputa entre Piastri e Verstappen, a corrida sprint do GP dos EUA teve papel crucial. Os dois pilotos da McLaren se enroscaram logo na largada e abandonaram, enquanto o holandês liderou de ponta a ponta a venceu. Mas o australiano reconheceu a responsabilidade no acidente e garantiu que os problemas do Circuito das Américas ficaram para trás.
“Revisamos isso, e fazemos isso todos os fins de semana, independentemente do que tenha acontecido. E acho que há um certo grau de responsabilidade da minha parte na sprint. Estamos começando este fim de semana com uma ficha limpa para nós dois”, disse.
O acidente, no entanto, mudou o cenário na relação da equipe com os pilotos. Se Norris havia sido advertido após tocar o companheiro no GP de Singapura, agora a responsabilidade de Piastri pela batida nos EUA fez com que o time retirasse o puxão de orelha para o britânico.
“Sim, as consequências do lado do Lando foram removidas. E sim, no final das contas, foi isso. Há muitos fatores envolvidos, mas, no final das contas, sim, foi isso que foi decidido", disse.
Caça ou caçador?
O crescimento de Max Verstappen coloca Oscar Piastri em uma inesperada situação: em vez de ser o caçador, virou a caça. E ele mantém a tranquilidade para dizer que o novo cenário não muda sua mentalidade em busca do título.
“As duas coisas têm os prós e contras. Obviamente, todo mundo gosta de uma boa história de azarão, ou de uma volta por cima dramática. Às vezes é mais fácil”, disse. “Eu prefiro estar na liderança do campeonato do que em outras posições. Eu gosto, porque mostra que estamos fazendo a coisa certa – e acho que, ao longo da temporada, fizemos muitas coisas certas.”
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