FÓRMULA 1

O flerte de Donald Trump com a F1

Presidente dos EUA era parceiro de iniciativa que queria incluir o GP das Américas no calendário

Por Redação
REDAÇÃO

01/03/2025 • 12:52 • Atualizado em 01/03/2025 • 12:52

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Negociação provocou desgaste entre Donald Trump e Bernie Ecclestone

Negociação provocou desgaste entre Donald Trump e Bernie Ecclestone

Carl Court/Pool via REUTERS

Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos em 2024, assumindo pela segunda vez o posto em janeiro de 2025. Disso você já sabe.

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Mas o que talvez você não saiba é que o ocupante da Casa Branca já flertou com a Fórmula 1. E para contar essa história, a gente precisa voltar alguns anos no tempo.

Em 2011, a Fórmula 1 sonhava com a volta ao mercado dos Estados Unidos. Naquele ano, o empresário Bernie Ecclestone, então dono dos direitos comerciais da categoria, anunciou os planos para a realização de uma corrida de rua em Nova Jersey, o Grande Prêmio das Américas.

Para levar os planos adiante, Ecclestone encontrou um parceiro: Donald Trump. O bilionário norte-americano logo se empolgou com a ideia de ter uma corrida de rua à beira do rio Hudson, tendo Nova York no horizonte. E logo quis estampar seu sobrenome em tudo que podia - um traço bastante característico e conhecido de seus empreendimentos.

“Em determinado momento, eu disse para ele: ‘Sabe de uma coisa? A única coisa na qual você não pediu para ter seu nome foi no papel higiênico’”, lembrou Ecclestone em entrevista ao jornal Daily Telegraph, deixando claro que as exigências do norte-americano não afetaram a relação entre eles. “Eu adoraria tê-lo como sócio em meu negócio de carros usados”, brincou o britânico.

A ideia era ter a prova no calendário de 2013 - mas 2013 chegou e nada da prova. No fim daquela temporada, Bernie Ecclestone afirmou que negociava uma rescisão de contrato com os então promotores da prova, buscando novos parceiros. A corrida foi adiada ano após ano, até ser descartada a partir de 2016.

Trump foi sócio de ex-dono de equipe

Mas se Trump não conseguiu entrar na F1, ao menos um sócio dele conseguiu: Alex Shnaider.

Em fevereiro de 2005, o investidor russo-canadense Alex Shnaider foi anunciado como o novo proprietário da Jordan, que correu em 2006 como Midland. A aventura durou pouco: em setembro de 2006, o time foi vendido para a holandesa Spyker Cars, correndo em 2007 como Spyker.

Midland virou Spyker, que correu em 2007 (Imagem: F1)

Midland virou Spyker, que correu em 2007 (Imagem: F1)

A partir daí, o time iniciou uma longa linha sucessória de nomes e proprietários. Sob o comando de Vijay Mallya, virou Force India; depois, sob a batuta de Lawrence Stroll, tornou-se a Racing Point, até que virou Aston Martin. E Alex Shnaider sumiu do noticiário.

Até que, em 2012, Donald Trump inaugurou no Canadá o Trump International Hotel and Tower Toronto. A construção foi fruto de uma parceria com Alex Shnaider e acabou sendo alvo de grande rejeição em Toronto, onde os moradores criticaram a presença da marca Trump - ainda que o norte-americano fosse um acionista minoritário do empreendimento.

Em 2017, o contrato de administração do arranha-céu foi vendido à JCF Capital, e a divisão hoteleira do endereço foi comprada por uma rede especializada. Desde então, o local mudou de nome algumas vezes – até que, em 2018, passou a se chamar The St. Regis Toronto, integrando uma cadeia de hotéis e resorts.

O hotel ainda tem Alex Shnaider entre seus proprietários.

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