
Longa conta a história de Sonny Hayes, interpretado por Brad Pitt que volta à F1 já veterano para salvar equipe
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Olhe a temporada 2025 da Fórmula 1 e imagine o seguinte cenário:
A Alpine perde Franco Colapinto para outra equipe e precisa correr atrás de um substituto. Então, a cúpula da escuderia decide contratar ninguém menos que Jean Alesi, que volta à F1 aos 61 anos, mais de duas décadas após a última corrida no grid. Só que o francês é protagonista de uma reviravolta impressionante no time da Renault, que deixa a lanterna do Mundial de construtores, passa a brigar regularmente com pontos e fecha o ano vencendo o Grande Prêmio de Abu Dhabi.
Aceite ou não, esta é a história de F1: o filme.
No longa dirigido por Joseph Kosinski, o protagonista é Sonny Hayes (Brad Pitt), um piloto veterano que volta à Fórmula 1 para salvar a falimentar APX GP a convite do dono da equipe, Ruben Cervantes (Javier Bardem). Hayes e Cervantes foram companheiros de equipe na F1 no início da década de 1990, quando a trajetória do norte-americano se encerrou prematuramente em decorrência de um gravíssimo acidente no GP da Espanha de 1993.
Hayes chega desacreditado, e coloca dúvidas na equipe sobre seu potencial logo no primeiro teste: consegue superar seu companheiro de equipe, o insolente Joshua Pearce (Damson Idris), mas sofre um acidente. Mesmo assim, e à revelia de boa parte dos funcionários, Cervantes banca a presença do veterano.
(Aliás, é importante lembrar a presença de Lewis Hamilton como um dos produtores do filme. É impossível não notar a diversidade dentro da APX GP, com papéis fundamentais divididos entre integrantes de diferentes gêneros e etnias, algo que a F1 e outras categorias ainda buscam.)
Aos poucos, a aposta se paga. Com métodos pouco ortodoxos (para falar o mínimo), Sonny Hayes consegue levar a APX GP a ganhar terreno no pelotão. Ao mesmo tempo, tem participação fundamental no construção da confiança dentro da equipe – não apenas com Joshua Pearce, mas também com a insegura mecânica Jodie (Callie Cooke). Tudo isso enquanto engata um flerte com a diretora técnica do time, Kate McKenna (Kerry Condon).
O desfecho, é claro, você já entendeu, né?

APX, o patinho feio que vira cisne no filme (Imagem: F1/Divulgação)
Para quem assiste em busca de entretenimento, F1: o filme entrega o esperado. O longa é feito sob medida para divertir, com cenas empolgantes e uma trajetória que se encaixa bem na Jornada do Herói - para o público que curte Drive to Survive, por exemplo, é um prato cheio. O único porém: para os olhos leigos (talvez principalmente para eles), alguns efeitos especiais em cenas de corrida parecem exagerados.
Para o público da Fórmula 1 em si, o filme talvez fique devendo um pouco. Os pilotos e as equipes reais são quase sempre figurantes e as licenças poéticas são consideráveis – Sonny Hayes tem superlicença? E os pilotos da APX correm sem balaclava? Esse cara não toma punições?
Mesmo assim, até o público mais ranzinza vai se divertir com alguns detalhes de F1: o filme, especialmente a respeito da dinâmica nos bastidores de uma equipe, entre reuniões, estratégias e conversas via rádio. Ah, e vale também pescar referências reais da história da categoria em alguns pontos do longa.
Assista para se divertir. Afinal, F1: o filme não é um documentário.
F1: o filme estreia nos cinemas brasileiros em 26 de junho.

