
Robert Kubica tinha contrato com a Ferrari na F1 quando sofreu acidente de rally em 2012
Michelin
Neste domingo (15), a Ferrari venceu as 24 Horas de Le Mans e conquistou a sua 12ª glória na maior prova de resistência do automobilismo. Robert Kubica foi o primeiro a ver a bandeira quadrícula com a sua Ferrari #83, da AF Corse, ao lado de Yifei Ye e Philip Hanson.
Como dito pelo narrador Aldo Luiz durante a transmissão da prova, Kubica é um milagre e muitos creditam a isso ao Papa João Paulo II, outro polonês. Isso porque, no 6 de fevereiro de 2011, durante uma prova de rally em Andorra, o piloto sofreu um acidente e quase teve seu braço direito dilacerado.
Na época, Kubica era piloto da Renault na Fórmula 1 e teve que ser substituído por Nick Heidfeld. Além disso, o piloto polonês revelou em 2018 que estava com um contrato assinado com a Ferrari para a temporada de 2012 da F1.
O polonês iria substituir Felipe Massa na Scuderia e seria o novo companheiro de Fernando Alonso. "Esse rally seria meu último, já que o time para o qual eu iria pilotar em 2012 não me deixaria correr de rally. A Renault permitiu que eu fizesse este rally, pois eles se sentiam culpados por eu ter muitas quebras de carro. Não sei se o Fernando sabia. Me pagariam menos do que me pagavam na Renault”, comentou Kubica no podcast ‘Beyond the Grid’.
Depois do acidente, Robert Kubica voltou para a Fórmula 1 em 2018 como piloto reserva da Williams. Em 2019 foi companheiro de equipe de George Russell. Ficou apenas por mais um ano na equipe inglesa e depois se mudou para a Alfa Romeo.
Em 2023, sai da equipe italiana e migra para as corridas de endurance. Por fim, em 2024, se junta a AF Corse na Hypercar para ser piloto da mais nova equipe cliente da Ferrari. O resto? Bem, a história foi escrita neste final de semana nas 24 Horas de Le Mans.

