Um dos momentos mais aguardados pelo fãs da Fórmula 1, no GP de São Paulo, é a invasão da pista assim que o último carro termina sua volta. Na edição de 2025, a Band esteve com a “Turma do Alicate”, alguns dos responsáveis por este momento.
Localizados no Setor A, o grupo se reúne há pelo menos 10 anos com o mesmo objetivo: aproveitar o GP e no fim invadir a pista. Em entrevista à Band, Wesley, um dos fundadores, afirmou que no primeiro ano a abertura das grades foi mais complicada e teve repressão policial.
"Em 2014, surgiu a ideia de a gente tentar trazer um alicate para ver se a gente conseguiria invadir, igual em outros países acontece, né, de uma forma organizada. Mas aqui, infelizmente, não não deram essa oportunidade. A gente acabou meio que forçando a situação. Trouxemos o alicate escondido, cortamos a grade. Aí a primeira vez foi bem difícil porque a polícia, né, foi bem irrepreensível", contou.
No entanto, nos anos seguintes eles conseguiram conversar com a direção de prova e, por isso, a entrada na pista acontece de maneira organizada e no tempo certo.
“A gente já consegue ter um movimento autorizado por toda a direção de prova aí. E eu acho que vai dar tudo certo. Hoje, a gente não precisa mais trazer o alicate escondido, fazer toda essa invasão forçada nem nada, né? Têm portões que ajudam, facilitam para o pessoal invadir e entrar. A gente organiza para não deixar ninguém entrar antes”, afirma.
O grupo se reúne faltando pelo menos 15 voltas para o fim da corrida e começa a organizar a entrada. Agentes da GCM fazem a escolta do portão para que ninguém tente abrir o cadeado e após uma autorização externa o portão é aberto.
Além de fazer a segurança no momento da invasão, os policiais fazem uma contensão com cordas para que o público não tente ir para outro setor não autorizado.

