
Ayrton Senna (McLaren) e Alain Prost (Ferrari) no GP do Japão 1990
@F1/Twitter
Com um Grande Prêmio no país desde 1976, o Japão já foi palco de 13 decisões do campeonato da Fórmula 1, entre elas o primeiro e único título de James Hunt e dos três títulos de Ayrton Senna.
Porém, esse texto será para relembrar o bicampeonato do piloto brasileiro, que completa 35 anos em outubro. E que também ficou marcado com um dos lances mais históricos e icônicos dos 75 anos da Fórmula 1.
1990 - A vingança em cima de Prost

Ayrton Senna (McLaren) e Alain Prost (Ferrari) no GP do Japão 1990
Ayrton Senna
Em 1990, com Senna na McLaren e Prost indo para a Ferrari, a rivalidade entre os dois seguiu a flor da pele e o palco da decisão era o mesmo da temporada anterior: Suzuka, no Japão. Senna e Prost já haviam interrompido o convívio amistoso que marcou o primeiro ano da parceria e estavam em pé de guerra na reta final da temporada 1989.
Inconformado com o título perdido, o brasileiro disparou duras críticas às atitudes de Balestre, que exigiu um pedido de desculpas público para que o piloto pudesse obter a superlicença para disputar o campeonato de 1990. Convicto da parcialidade do dirigente, Senna se recusou a fazer a retratação até o último momento, quando a McLaren enfim distribuiu um comunicado assinado por ele. Em 1991, Senna revelou que o pedido de desculpas não havia sido redigido com seu consentimento.
Todo o impasse envolvendo Prost e Balestre se tornou fonte de uma grande mágoa para Senna, que se sentia injustiçado. A chance de extravasar a raiva veio na etapa japonesa de 1990. Prost precisava vencer para conquistar o título. A direção da prova negou a Senna, pole position, o direito de largar do lado esquerdo, o mais limpo e emborrachado da pista.
Prost, segundo colocado no grid, largou pelo lado de fora, enquanto Senna seria prejudicado pela sujeira do lado interno da pista. E o brasileiro, a cerca de 250 km/h, simplesmente não freou para a primeira curva, como revelaria a telemetria, colidindo com o rival. O campeonato estava decidido, com Ayrton bicampeão mundial.
Piquet venceu a corrida, com Moreno logo atrás, formando uma dobradinha inédita para a Benetton. Suzuki cruzou a linha de chegada em terceiro, tornando-se o primeiro japonês a subir ao pódio na Fórmula 1.

GP do Japão de 1990 foi o último pódio da Fórmula 1 sem pilotos europeus
Reprodução
A McLaren MP4/5B possui um motor V10 aspirado com mais de 700cv e pesa apenas 505kg. O carro carrega muito do MP4/4, um dos carros mais dominantes da F1 e usado em 1988. Usado em 1989 e 1990, o MP4/5B conquistou 16 vitórias, 36 pódios e 27 pole positions ao longo das duas temporadas.
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