O champanhe voltou a estourar na garagem da Williams. Em GP de Azerbaijão memorável, Carlos Sainz cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, o primeiro pódio da equipe de Grove desde a segunda posição de George Russell no caótico GP da Bélgica de 2021
Com o feito, a equipe chega aos incríveis 101 pontos no campeonato, ocupando a quinta posição entre os construtores. Para entender a dimensão do momento atual, é preciso olhar para trás. A página que a Williams parece finalmente ter virado foi escrita com frustração e resultados desoladores.
A equipe, que um dia dominou a Fórmula 1 e teve nome como Alain Prost, Nigell Mansell, Nelson Piquet e Ayrton Senna, vivia se arrastando no fundo do grid e chegou até a ser vendida em 2020, encerrando a última equipe de garagem da categoria.
Em 2018, a equipe somou apenas sete pontos. O fundo do poço veio em 2019, com um único e solitário ponto conquistado. Em 2020, o placar zerou, uma humilhação para um time de tal pedigree. Os anos seguintes, de 2021 a 2024, foram de tímidas recuperações, mas a Williams permaneceu presa na parte de baixo da tabela, somando 23, 8, 28 e 17 pontos, respectivamente.
Ao todo, entre 2018 e 2024, foram acumulados apenas 84 pontos. Em 2025, de cara nova e com um projeto visivelmente mais competitivo, a Williams já superou essa marca com folga, provando que a fase de apenas sobreviver ficou para trás.
A virada de página tem nomes e sobrenomes. A liderança do chefe de equipe, James Vowles, trouxe uma nova direção, enquanto nas pistas, a combinação de pilotos se mostrou certeira. O trabalho do já constante Alex Albon, somado ao do estreante na escuderia, Carlos Sainz, trouxe a melhor dupla de pilotos da equipe desde Felipe Massa e Valtteri Bottas (2014 até 2016).
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