FÓRMULA E

Drugovich espera corrida equilibrada e final caótico no E-Prix de Miami

Traçado estreia na Fórmula E, mas paranaense da Andretti chega já com conhecimento de trechos

LETÍCIA DATENA

30/01/2026 • 14:13 • Atualizado em 30/01/2026 • 14:13

O E-Prix de Miami deste final de semana marca a estreia do Autódromo Internacional de Miami no calendário da Fórmula E. O local é o mesmo que recebe o Grande Prêmio de Miami de Fórmula 1 desde 2022, embora o traçado escolhido pela categoria elétrica seja diferente – e bem menor.

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E ainda que a pista seja uma novidade, Felipe Drugovich chega à prova com algum conhecimento, graças ao período como piloto de testes da Aston Martin na F1. O paranaense da Andretti vai pilotar de fato no traçado pela primeira vez, mas já conhece alguns trechos.

“Estou muito animado de estar aqui. Acho que é uma oportunidade para a equipe andar bem de novo, acho que é uma pista que pode ser boa para a gente”, afirmou o piloto.

“Eu já andei aqui, algumas voltas com carro de rua, levando alguns convidados aqui na Fórmula 1 - as hot laps que eles chamam, levando alguns convidados. Mas (era) a pista grande, e aqui a gente vai usar uma versão reduzida da pista, então é um pouco diferente. Mas conheço algumas curvas já”, completou.

Pista curta, muito equilíbrio

Ao mesmo tempo, ainda que o cenário não seja exatamente novo para Drugovich, uma outra característica da pista pode pesar contra ele e os demais pilotos: a extensão do traçado. São apenas 2,32 km, o que deve fazer com que os desempenhos sejam bem próximos.

“Eu acho que, primeiro de tudo, (o traçado) vai fazer com que todos os pilotos estejam muito próximos da classificação. A gente está falando aí de voltas em torno a 56s, 57s, e isso faz com que você ganhar ou perder 2 décimos faça uma diferença gigantesca”, alerta o brasileiro, que acredita em “uma pista legal” para o fim de semana.

“O primeiro setor aqui, por mais que seja a versão reduzida, parece ser uma versão bem divertida da pista. E também acho que vai ser uma pista um pouco mais para um estilo de corrida: um pouco mais pelotão, um pouco mais lenta no começo da corrida, e aquele caos mais para o final da corrida. Eu acho que vai ser vai ser legal. E a classificação aqui deve ser uma pista legal também de fazer voltas rápidas”, analisou.

Nem bem, nem mal

A etapa ainda é uma nova oportunidade para que Felipe Drugovich some os primeiros pontos na F-E como titular da Andretti. No E-Prix de São Paulo, ele cruzou a linha de chegada em quinto lugar, mas foi punido e acabou sendo o 12º colocado; no E-Prix da Cidade do México, o resultado foi a 15ª colocação.

Mesmo assim, Drugo se mostra satisfeito com o desempenho até aqui. “Acho que tem sido dentro dos parâmetros. Acho que não está nem bom demais, nem ruim demais. Acho que estou OK. Tem coisas que a gente está melhorando - acho que desde o México para cá eu consegui conseguia aprender muitas coisas, principalmente no carro que eu prefiro usar em comparação até com o meu companheiro de equipe”, avaliou.

“Acho que aqui a gente vai começar a usar coisas um pouco diferentes e tentar ver o que eu consigo ficar mais confortável com o carro. Então, espero que a gente consiga ganhar muita performance daqui para frente e eu consiga ficar mais confortável com isso. Mas como eu disse, a experiência do piloto conta muito, então é dar tempo ao tempo e ser paciente, que uma hora a gente vai chegar lá.”