FÓRMULA E

Mesmo fora do campeonato, McLaren é multada em R$ 2,2 mi pela Fórmula E

Ausente da categoria desde o final de 2025, equipe terá de pagar 400 mil euros por violação do teto de gastos

Da redação
DA REDAÇÃO

09/06/2026 • 09:36 • Atualizado em 09/06/2026 • 10:12

McLaren é multada em R$ 2,2 milhões pela Fórmula E fora do campeonato

McLaren é multada em R$ 2,2 milhões pela Fórmula E fora do campeonato

Indy

A McLaren recebeu uma multa de 400 mil euros (cerca de R$ 2,2 milhões) da FIA por infringir o teto de gastos da Fórmula E. O fato curioso é que a punição se refere à temporada 2024-25, o último ano de operação da equipe na categoria de carros elétricos, da qual já se retirou oficialmente.

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De acordo com a federação, a escuderia cometeu uma "violação por excesso de gastos". O erro financeiro ocorreu devido aos custos envolvidos no encerramento ordenado das atividades da equipe após a decisão de deixar o campeonato ao final da 11ª temporada.

Como a empresa holding do time (McLaren Electric Racing Ltd) ainda existe legalmente, ela assinou um Acordo de Violação Aceita (ABA) e assumiu a responsabilidade pelo pagamento. A própria McLaren notificou a administração do teto de gastos de forma voluntária antes de qualquer investigação formal.

  • Teto de gastos permitido: £ 12.246.766
  • Gasto real da McLaren: £ 12.802,394
  • Excesso verificado: £ 555.628 (equivalente a 4,54% acima do limite)

A FIA destacou no documento que não houve nenhuma indicação de má-fé, desonestidade ou fraude por parte da McLaren. Além da multa principal, que deve ser paga em até 30 dias, a equipe arcará com os custos operacionais da investigação processada pela entidade. A marca abriu mão do direito de recorrer da decisão.

O fim da NEOM McLaren na categoria

A trajetória da McLaren na Fórmula E começou com a compra da estrutura da antiga equipe Mercedes EQ, bicampeã da categoria. Sob o nome de NEOM McLaren e com motores fornecidos pela Nissan, o time conquistou poles, pódios e uma vitória histórica com Sam Bird no ePrix de São Paulo, em março de 2024.

No entanto, a perda de patrocinadores e dificuldades financeiras aceleraram o fim do projeto. Na metade de 2025, após tentativas frustradas de venda da operação para o grupo Stellantis, a diretoria optou por devolver a licença à Fórmula E, o que reduziu o grid atual da competição de 22 para 20 carros.