Nyck de Vries não tem pressa para definir seu futuro na Fórmula E.
Campeão da temporada 2020/2021 pela Mercedes, o holandês teve uma rápida passagem pela Fórmula 1 em 2023, voltando à categoria elétrica pela Mahindra na temporada 2023/2024. No último final de semana, venceu a corrida 1 do E-Prix de Mônaco, a primeira vitória dele desde o retorno ao grid.
Com isso, coroou o trabalho feito ao longo de três temporadas com a Mahindra. E embora ainda não tenha contrato com o time indiano para a temporada 13, afirmou estar atualmente “em um lugar feliz”, indicando a intenção de permanecer.
“Estamos todos curtindo nossa cooperação na equipe. Antes de falar disso (renovação de contrato), temos objetivos mais importantes agora, fazendo o melhor trabalho para a equipe e marcando pontos”, afirmou De Vries em entrevista coletiva nesta quinta-feira (21).
Por enquanto, a temporada 2026/2027 da Fórmula E tem apenas três pilotos já contratados: António Félix da Costa (Jaguar), Jake Dennis (Andretti) e Joel Eriksson (Envision). Entre as saídas, a principal é a aposentadoria de Lucas di Grassi (Lola).
Mitch Evans já anunciou que deixará a Jaguar no fim do campeonato, enquanto Taylor Barnard tem situação incerta diante da indefinição sobre a permanência da Penske. Pilotos como Oliver Rowland (Nissan), Pascal Wehrlein (Porsche), Nick Cassidy (Citroen) e Dan Ticktum (Cupra Kiro) também devem permanecer nos postos atuais.
Mahindra ganha terreno na Fórmula E
A chegada de Nyck de Vries marca um período de reconstrução da Mahindra, equipe que disputa a Fórmula E desde o começo. Com o holandês, o time foi décimo colocado no campeonato 2023/2024, subindo para o quarto lugar na temporada 2024/2025 e ocupando o terceiro lugar na temporada 2025/2026.
“Eu sempre acreditei na capacidade e no potencial da equipe e em mim. Não estamos sozinhos. Quando deixei a Fórmula E no fim de 2022 e voltei em 2024, acho que sabíamos que teríamos uma dura jornada à frente. Quando cheguei à Mahindra, éramos os penúltimos e sabíamos que teríamos desafios pela frente”, disse De Vries.

Vitória em Monte Carlo foi a primeira de De Vries após retorno à F-E (Imagem: Mahindra Racing)
A vitória em Monte Carlo, no entanto, é apenas um passo dentro dos objetivos que a Mahindra tem para os próximos anos. Para De Vries, o resultado do fim de semana foi mais um passo na rota da equipe em busca dos objetivos para a categoria.
“Nossas expectativas não devem mudar. Nem nossas aspirações. A ideia é melhorar, e estamos no caminho certo. Temos que continuar fazendo nosso trabalho, aprendendo com nossos erros, mas também com as coisas que fizemos bem, preparando bem e executando bem. Nada precisa mudar”, discursou.
Bom ambiente na equipe
A vitória de Nyck de Vries no E-Prix de Mônaco foi também a primeira da Mahindra desde que Alex Lynn venceu a corrida 2 do E-Prix de Londres de 2021.
O jejum, no entanto, não impede o bom momento do time. Edoardo Mortara é o terceiro colocado do campeonato de pilotos, com dois segundos lugares (Cidade do México e Jedá – corrida 1) e três pole positions (Jedá – corridas 1 e 2 e Berlim – corrida 1). Tem 103 pontos, contra 128 pontos de Mitch Evans, da Jaguar.
Mas De Vries garante: o relacionamento entre os dois pilotos é bom dentro da Mahindra, sem disputas internas.
“Eu não vejo desta maneira. Realmente operamos como equipe. Compartilhamos a coletividade, e o interesse da equipe está acima do nosso interesse. A Fórmula E é um campeonato bem diferente”, disse o holandês, que reconheceu que a rivalidade entre companheiros de equipe é comum em categorias como a F1.
“Eu não sinto pressão no time. Sinto-me feliz no nosso ambiente.”

