FÓRMULA E

Quais corridas podem completar a temporada 2025/2026 da Fórmula E?

Categoria divulgou calendário com duas vagas abertas, mas com dois países fortes na disputa

Por Redação
REDAÇÃO

06/08/2025 • 07:23 • Atualizado em 06/08/2025 • 07:23

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Temporada 25/26 terá 10 etapas, com 16 corridas

Temporada 25/26 terá 10 etapas, com 16 corridas

ABB FIA Fórmula E

Quando a temporada 2024/2025 da Fórmula E terminou, o calendário da temporada 2025/2026 ainda aguardava por definições.

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Ao todo, o campeonato já tinha 10 etapas confirmadas, totalizando 16 corridas. Havia apenas duas vagas abertas, com corridas nos dias 30 de maio e 20 de junho.

A própria organização reconheceu, em junho de 2025, que uma das vagas deve ser do E-Prix de Jacarta, disputado três vezes entre 2022 e 2025. Mas e a outra vaga?

Segundo o site The Race, uma das candidaturas recusadas foi a de Phoenix, nos EUA. A cidade chegou a enviar uma proposta oficial, mas acabou ficando de fora. Entre os planos, Phoenix aproveitaria parte da estrutura de Tempe, município vizinho ao sul.

“Nós quase chegamos à linha de chegada e tivemos uma candidatura maravilhosa, recebendo um grande feedback da FIA e da Fórmula E”, afirmou Brad Wright, um dos investidores da proposta, indicando que problemas com a cidade vizinha atrapalharam as intenções.

“A Prefeitura de Tempe, no último minuto, apesar de nos dar as garantias verbais de que concordaria em receber a corrida, decidiu que não. Fizemos tudo que podíamos para resolver questões econômicas e outras que tinham”, lamentou.

De volta à Itália. Mas para onde?

Com isso, quem está forte no radar da Fórmula E é a Itália. O país já recebeu provas em Roma (cinco edições entre 2018 e 2023) e Misano (uma etapa em 2024), mas ficou fora da temporada 2023/2024. Com este histórico, um E-Prix na Itália é uma possibilidade real.

“Permita-me expressar o pleno compromisso da Fórmula E em voltar para a Itália. Isto é muito claro. Acho que, em todas as entrevistas que eu dei à mídia italiana, eu sempre expressei meu interesse em voltar para lá. Mas acho, honestamente, que a corrida em Misano não deu certo. Não é apenas meu ponto de vista pessoal, mas também falo pelos que eu represento: pilotos, equipes, patrocinadores, fabricantes. Definitivamente, como eu disse, acho que este circuito permanente não funcionou para nós”, reconheceu Alberto Longo, diretor-geral da Fórmula E, em entrevista coletiva realizada em junho.

Mas se a categoria elétrica descartou o Circuito Marco Simoncelli, em Misano, o retorno ao Circuito Citadino da EUR em Roma também não deve acontecer.

“Acho que nossa pista em Roma era um pouco estreita para o Gen 3 Evo, e o Gen 4 deve ser um tanto quanto inguiável lá. Será um carro incrível, com um desempenho incrível, e infelizmente não seria a sede correta”, acrescentou.

"Qualquer cidade"

Segundo Alberto Longo, a Fórmula E tem “conversado com diferentes cidades” do mercado italiano. Embora Roma e Milão tenham a preferência, outros destinos estão no radar, como Turim.

“Podemos explorar qualquer outra cidade, e naturalmente nós temos mantido conversas ativas com outras cidades também. Leva tempo (...). Vocês podem dizer: ‘Por que não ir para um circuito permanente?’. Em Jarama (Espanha), nós fizemos um teste, na sorte, e funcionou muito bem. Fizemos um grande investimento para irmos para Misano e infelizmente não funcionou”, comparou.

“É por isso que as coisas podem acontecer mais rapidamente em alguns lugares do que em outros. Mas definitivamente, de novo, estou aqui para expressar meu pleno compromisso em buscar um local adequado na Itália o mais rápido possível, porque queremos voltar para lá. Temos na Mediaset um grande parceiro de mídia na Itália, e vocês podem imaginar que eles têm pressionado bastante para voltarmos para o país”, acrescentou.

Circuito permanente x circuito de rua

Desta forma, para voltar à Itália, a preferência da F-E é por um circuito de rua – mas nada impede que um circuito permanente seja escolhido. As alternativas neste caso seriam Ímola, Monza e Mugello, embora o Circuito de Fiorano, o Circuito de Vallelunga e o Autódromo de Franciacorta estejam no mesmo Grau 2 de Misano na lista de avaliações da FIA, por exemplo.

“Eu sempre vou preferir um circuito de rua. Nós nascemos com este DNA, definitivamente. Mas para mim é mais importante cobrir um mercado do que esse compromisso pleno com circuitos de rua. Os mercados são mais importantes do que os locais que usamos nestes mercados, se isso faz sentido. Se precisamos voltar para a Itália, isto é um fato, então vamos voltar para a Itália a qualquer custo”, afirmou Alberto Longo.

“Isso significa que, se tivermos que sacrificar o fato de não encontrarmos um local no centro das cidades, se precisarmos ir para um circuito permanente, faremos assim. Mas a sede tem que funcionar para o carro, para entregarmos o melhor desempenho para aquele carro. Entendemos que as sedes que usamos na Itália no passado não funcionaram para o Gen 3 Evo e que funcionariam menos ainda para o Gen 4.”

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