
Tony Kanaan beija linha de chega após vencer as 500 Milhas em 2013
Indy
O Indianápolis Motor Speedway (IMS) é o palco de uma das obsessões mais antigas do esporte a motor: a busca pela velocidade pura. O circuito carrega o apelido de “Brickyard” por um motivo ligado à sua construção em 1909 e a primeira edição das 500 Milhas em 1911.
Após uma estreia caótica com uma superfície improvisada, feita de cascalho, calcário, piche e óleo, a administração optou por uma solução mais segura e durável. Em apenas 63 dias, cerca de 3,2 milhões de tijolos foram assentados.
- Indy: tudo sobre a classificação das 500 Milhas de Indianápolis
- Por que o vencedor das 500 Milhas de Indianápolis bebe leite no pódio?
- As voltas mais rápidas da história em Indianápolis: pilotos e recordes
Embora o asfalto tenha tomado conta do circuito ao longo das décadas, grande parte desses tijolos originais ainda está lá: enterrados sob o asfalto da pista de 2,5 milhas. Segundo a direção do circuito, correr em Indianápolis hoje significa, literalmente, competir sobre a mesma base utilizada nas primeiras edições da Indy 500.
A evolução de Indianápolis

Evolução do asfalto de Indianápolis desde 1911
Crédito: Indy
Nos anos 1930, o asfalto começou a ser aplicado nas curvas, seguido pela reta oposta em 1939. A reta principal permaneceu de tijolos até 1961, quando, após a vitória de A. J. Foyt, recebeu sua primeira camada de asfalto, mantendo apenas a linha de chagada sem.
Em 1976, recebeu a primeira grande repavimentação completa desde a era dos tijolos. Novas camadas foram adicionadas em 1988 e 1995, sendo que esta última marcou a primeira vez em que parte do asfalto antigo foi removido antes da aplicação de uma nova superfície.
A tradição do “kissing the bricks”
Toda essa história caminha para uma das tradições mais emblemáticas do automobilismo: o beijo no tijolo. Porém, essa história não começa com isso e, sim, com outra categoria nos Estados Unidos.
Em agosto de 1994, Indianápolis quebrou a longa tradição de realizar apenas uma corrida por ano ao receber a NASCAR para a edição inaugural da Brickyard 400. A corrida foi vencida por Jeff Gordon, mas não houve nenhuma comemoração especial. O mesmo aconteceu com a corrida de 1995, vencida por Dale Earnhart.

Dale Jarrett e Todd Parrott beijam a linha de chegada de Indianápolis em 1996
Crédito: NASCAR
A prática começou em 1996, quando o piloto Dale Jarrett celebrou sua vitória na prova no local. Desde então, o ritual foi incorporado também pelos vencedores das 500 Milhas. Ricky Rudd beijou em 1997 e no ano seguinte, Jeff Gordon repetiu a cena ao lado de sua equipe.

Gil de Ferran durante comemoração após vencer as 500 Milhas em 2003
Crédito: McLaren
A prática, porém, só foi incorporada à Indy em 2003. Na ocasião, Gil de Ferran superou o companheiro na Penske, Helio Castroneves, que buscava sua terceira vitória consecutiva na prova. Após o gesto, Gil chamou o companheiro e ambos escalaram a cerca, unindo duas formas emblemáticas de celebração.
