WEC

Hidrogênio ganha protagonismo nas 6 Horas de São Paulo com visão de futuro para o WEC

Conferência no Autódromo de Interlagos destaca planos para introduzir protótipos com emissão zero de CO2 a partir de 2028 no endurance mundial

Da redação
DA REDAÇÃO

13/07/2025 • 15:58 • Atualizado em 13/07/2025 • 15:58

Hidrogênio ganha protagonismo nas 6 Horas de São Paulo com visão de futuro para o WEC

Hidrogênio ganha protagonismo nas 6 Horas de São Paulo com visão de futuro para o WEC

WEC

Enquanto as disputas em pista aqueciam o público no Autódromo de Interlagos, o futuro da resistência também esteve em pauta fora das pistas neste sábado (13). Durante as 6 Horas de São Paulo, uma conferência reuniu alguns dos principais nomes do automobilismo mundial para discutir a adoção do hidrogênio e a descarbonização das corridas no FIA WEC e nas 24 Horas de Le Mans.

Compartilhar

Com a presença de Pierre Fillon (Presidente do ACO), Marek Nawarecki (Diretor da FIA), Kazuki Nakajima (Toyota), Bruno Famin (Alpine) e Philippe Tramond (Michelin), o evento apresentou os próximos passos para introduzir protótipos movidos a hidrogênio na elite do endurance a partir de 2028. O modelo H24EVO, projeto desenvolvido pelo ACO e H24Project, esteve em destaque na sala da apresentação.

“Reduzimos o consumo de combustível com os híbridos. Agora, o hidrogênio permite autonomia e pit stops semelhantes aos carros a combustão, mas com zero emissão de CO2”, destacou Fillon. Já Nawarecki reforçou que a FIA trabalha em conjunto com o ACO para regulamentar o uso do hidrogênio líquido com base já aprovada desde junho de 2024, garantindo segurança e competitividade.

Montadoras como Toyota e Alpine já avançam na prática. A marca japonesa correu com o GR Corolla H2 nas 24 Horas de Fuji, enquanto a Alpine apresentou o Alpenglow Hy6, movido por motor de combustão a hidrogênio que atingiu 313 km/h em Le Mans. Ambas optaram por motores a combustão com hidrogênio — solução que mantém o som e a sensação de um carro tradicional, mas sem a emissão de carbono.

Do lado dos pneus, Tramond ressaltou o desafio: “Esses carros são mais pesados e exigem compostos específicos. Desenvolvemos pneus com até 71% de materiais reciclados ou renováveis, com desempenho de competição e responsabilidade ambiental.”

Além da conferência, o público teve acesso a ativações interativas sobre o hidrogênio em Interlagos, reforçando o compromisso do WEC com a inovação e sustentabilidade.

Tópicos relacionados