Resumo
Kelly Key deixou os palcos para fundar, ao lado do marido Mico Freitas, o Kiala FC em Angola. O clube de base nasceu em 2023, em Luanda, com a missão de unir futebol e inclusão social.
O projeto começou com cinco garotos e hoje atende mais de 80 jovens, oferecendo treinos, alimentação e estrutura. Já revelou atletas para clubes do Brasil e de Portugal.
Presidente do Kiala FC, Kelly Key também se tornou símbolo de representatividade feminina no esporte, mostrando que pode transformar vidas dentro e fora do futebol.
Reconhecida como um dos maiores nomes do pop brasileiro dos anos 2000, Kelly Key decidiu se reinventar fora dos palcos. Em 2023, ao lado do marido Mico Freitas, ela fundou em Luanda o Kiala FC, clube de base angolano que nasceu com a proposta de unir futebol e inclusão social. A mudança para Angola havia ocorrido quatro anos antes, por conta dos negócios da família do empresário, e transformou a relação da cantora com o país.
Kelly destacou que o choque cultural foi intenso, mas também enriquecedor. Além de se encantar pela música local, especialmente a kizomba, ela percebeu de perto os desafios sociais enfrentados pela população. Foi nesse cenário que surgiu a vontade de criar um projeto esportivo que também fosse capaz de oferecer dignidade a jovens em situação de vulnerabilidade.
Origem do Kiala FC
O ponto de partida foi simples: a cena de garotos jogando bola com meias improvisadas em um terreno baldio. A iniciativa começou com cinco meninos e rapidamente se expandiu. Em outubro de 2023, o Kiala FC foi formalizado e passou a atender adolescentes do sub-17 ao sub-19, garantindo treinos, acompanhamento técnico e três refeições diárias. Hoje, mais de 80 garotos fazem parte do projeto.
O impacto já é visível: três atletas formados no clube foram encaminhados para equipes maiores, incluindo passagens pelo Santos, CRB e negociações com o Portimonense, de Portugal, além de outro jovem com destino ao Atlético-MG.
Representatividade feminina
Presidente do Kiala FC, Kelly Key também se tornou um símbolo de representatividade. Responsável por áreas como marketing, logística e até intermediação de transferências, a cantora revelou ter se inspirado em Leila Pereira, dirigente do Palmeiras, para assumir esse papel no futebol. “Provavelmente eu seja a única mulher presidente de um clube em Angola. Isso precisa abrir portas para outras”, afirmou.
Segundo ela, ainda há barreiras implícitas no ambiente esportivo por ser mulher. Mas, assim como fez na música, Kelly Key busca romper limitações e mostrar que pode transformar vidas também dentro do futebol.
Legado em construção
O Kiala FC segue crescendo com apoio de empresas locais, que hoje patrocinam parte da estrutura, como alimentação e áreas de treinamento e fisioterapia. Para Kelly Key, o verdadeiro retorno não está em resultados financeiros, mas no impacto direto na vida dos meninos atendidos.
“Não tem como a gente não se envolver. O que fazemos é dar oportunidade e esperança. O palco mudou, mas a missão de transformar continua a mesma”, resumiu.
