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Conheça a história de superação de Jefson Silva, o Jeje, campeão brasileiro de longboard

Do interior de Minas às ondas do mundo: a jornada improvável de um dos maiores nomes do longboard brasileiro

Da redação
DA REDAÇÃO

25/07/2025 • 18:37 • Atualizado em 25/07/2025 • 18:37

Jefson Silva, conhecido no mundo do surfe como Jeje, carrega no peito a história de quem transformou desafios em conquistas. Nascido em Serra dos Amores, no interior de Minas Gerais, longe do mar e sem imaginar que um dia as ondas seriam parte essencial da sua vida, Jeje conheceu o oceano apenas aos 7 anos de idade. Mas não bastava conhecer: ele queria viver o mar. Aos 10, começou a cuidar de carros na Praia da Baleia, no litoral paulista, enquanto sonhava com algo maior.

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“Quando cheguei, minha mãe proibiu que eu fosse à praia. Mas o primeiro mergulho foi escondido e parece que era algo que eu precisava para a vida”, relembra. Foi com uma prancha emprestada — e depois esquecida por um amigo — que ele deu os primeiros passos no longboard, esporte que se tornaria a sua paixão e profissão.

De lá para cá, Jeje construiu um currículo de respeito: é campeão pan-americano (2022), tetracampeão brasileiro (2014, 2019, 2021 e 2024), tetracampeão do Salinas Surf Festival, vice-campeão em Nova York e já alcançou a quinta colocação no ranking mundial da WSL. Em maio deste ano, conquistou o título sul-americano em Maresias, que lhe garantiu vaga no circuito mundial de longboard — um sonho que ele ainda quer transformar em título. “Desde pequeno eu sempre almejei ser campeão mundial. É algo que falta na minha carreira”, afirma.

Aos 38 anos, Jeje encara mais um desafio: disputar as quatro etapas do circuito mundial — na Califórnia, Austrália, Dubai e El Salvador. Mas, para isso, precisa de apoio financeiro para custear os altos gastos de viagem e inscrição. “Foram muitas barreiras vencidas, muito preconceito e muita luta para chegar até aqui. Não vai ser agora que vou desistir”, diz emocionado.

O próximo desafio: o título mundial

Com a determinação que sempre o guiou, Jeje busca patrocínio para disputar o circuito e continuar representando o Brasil no cenário mundial. “O mar é onde eu ganho minha vida, surfando, competindo. Quero muito coroar minha carreira com esse título”, completa.

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