
Um é pouco, dois é bom, três é demais: relembre decisões triplas da Fórmula 1
Red Bull/Reprodução
A temporada de 2025 da Fórmula 1 se desenha com um roteiro de cinema. Lando Norris, Oscar Piastri e Max Verstappen: simplesmente três candidatos ao título mundial, protagonizando um campeonato que já é inesquecível e imprevisível. Uma disputa tripla que nos faz reviver a emoção de outras decisões marcadas por reviravoltas na história da categoria.
1974: Bicampeonato de Emerson Fittipaldi
O ano de 1974 foi de tirar o fôlego, com sete pilotos diferentes vencendo corridas nas 14 primeiras provas. A decisão, nos Estados Unidos, viu Emerson Fittipaldi e Clay Regazzoni chegarem empatados na liderança, com Jody Schecter correndo por fora. Numa corrida dramática, Regazzoni fez dois pit stops e Schecter abandonou. Com um quarto lugar suado, o brasileiro Emerson conquistou seu bicampeonato.
1981: Primeiro título de Piquet
Sete anos depois, em 1981, outro campeonato com idas e vindas e também com sete vencedores diferentes. A corrida decisiva em Las Vegas tinha Carlos Reutemann com um ponto de vantagem sobre Nelson Piquet, enquanto Jacques Lafitte tinha chances remotas.
O argentino fez a pole position, mas perdeu posições desde a largada com problemas de câmbio e também foi ultrapassado por Piquet. Reutemann terminou apenas em oitava, enquanto o brasileiro cruzou em quinto para levar o título por apenas um ponto. Com fortes dores no pescoço, Piquet precisou de ajuda para deixar o carro, mas depois comemorou um título emocionante.
1983: Bicampeonato de Piquet
Dois anos depois, Piquet brigava pelo bicampeonato contra o favorito e líder Alain Prost e o também francês René Arnoux. Na decisão na África do Sul, Piquet liderou desde o início e tanto a Ferrari de Arnoux como a Renault de Prost abriram o bico. O brasileiro chegou em terceiro e levou o bi com apenas dois pontos a mais.
1986: Prost leva título em cima de Piquet e Mansell

Alain Prost comemora a vitória no GP da Austrália de 1986 e a conquista do bicampeonato
Crédito: McLaren
Em 1986, Piquet também estava na briga pelo título. Os adversários eram o companheiro de equipe Nigel Mansell, que era favorecido pela Williams, e o então campeão Alain Prost. Mansell era amplo favorito na decisão e precisava só de um quarto lugar no GP da Austrália para ser campeão.
Piquet tinha que vencer a corrida e torcer contra Mansell. O brasileiro até ultrapassou o inglês, que logo depois teve um pneu estourado. Piquet precisou fazer um pit stop por precaução e Alain Prost partiu para um título tão espetacular quanto improvável.
2007: Räikkönen é campeão por um ponto

Kimi Räikkonën segue como último campeão pela Ferrari na Fórmula 1
Crédito: Ferrari
A disputa tripla pelo título de 2007 era entre o estreante Lewis Hamilton, o bicampeão mundial Fernando Alonso e o azarão Kimi Raikkonen. Os pilotos da McLaren brigaram tanto, mas tanto, que tiraram pontos um do outro durante todo o ano. Na decisão em Interlagos não foi diferente e o finlandês honrou o apelido de Homem de Gelo para vencer a corrida e conquistar o campeonato.
2010: "Du bist weltmeister"

Vettel comemora título da temporada 2010 da Fórmula 1
Crédito: Red Bull
Fernando Alonso era o favorito ao título de 2010, mas ele precisava superar a dupla da Red Bull, formada por Mark Webber e Sebastian Vettel. Na decisão em Abu Dhabi, a Ferrari chamou o espanhol aos boxes para seguir a tática de Mark Webber e marcá-lo.
Só que Alonso ficou preso no tráfego de Vitaly Petrov, enquanto Sebastian Vettel disparava na frente. O alemão venceu a prova e faturou o primeiro de quatro títulos. Alonso completou a prova apenas em sétimo e esbravejou contra Petrov. Vettel não tinha nada com isso e comemorou.

