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Bernardo Ramos: Bola de Ouro, Dembelé faz o que nem Messi e Neymar conseguiram

Campeão da Champions pelo PSG, atacante francês leva a Bola de Ouro da temporada 2024/2025

BERNARDO RAMOS

23/09/2025 • 08:18 • Atualizado em 23/09/2025 • 08:18

Reinventado por Luis Enrique no campeão europeu PSG, francês Dembelé fatura a Bola de Ouro da temporada

Reinventado por Luis Enrique no campeão europeu PSG, francês Dembelé fatura a Bola de Ouro da temporada

Foto: Benoit Tessier / Reuters

Resumo

Ousmane Dembelé conquista a Bola de Ouro de 2024/25 jogando pelo Paris Saint-Germain, tornando-se um marco histórico ao ser o melhor do mundo pelo clube, superando até mesmo lendas como Messi e Neymar.

Transformação de Dembélé em destaque mundial ocorre após mudança tática do técnico Luis Enrique, que o posicionou como falso 9, permitindo-lhe liberdade de movimento e uma participação decisiva com 49 gols em 53 partidas.

Estratégia de jogo coletivo do Paris Saint-Germain, enfatizando marcação intensa e trabalho em equipe, foi essencial para o sucesso de Dembelé, destacando a importância do conjunto sobre individualidades no futebol.

Ousmane Dembelé é o Bola de Ouro de 2024/25 pelo Paris Saint-Germain. Um dos símbolos da campanha do título inédito da Champions League, o atacante agora ostenta o troféu de melhor do mundo atuando pelo time francês, coisa que nem Messi e Neymar conseguiram.

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Considerado um dos melhores da história, o argentino de 38 anos se juntou à equipe em 2021 em um projeto de megalomania de Nasser Al-Khelaifi, o catari que representa o governo do país do Oriente Médio, que comprou o clube em junho de 2011. O objetivo era montar uma espécie de Dream Team, uma vez que o antes camisa 10 do Barcelona se juntaria a Neymar e Mbappé - ambos contratados em 2017.

Deu tudo errado, e o craque sul-americano sequer se aproximou da premiação. Assim como o "parça" dele Neymar. Contratação mais cara do futebol em todos os tempos (222 milhões de euros), o brasileiro teve um 2014/15 espetacular na Catalunha, onde se sagrou campeão da Champions com protagonismo. O feito o levou a ser o terceiro melhor do mundo naquela temporada, atrás apenas de Messi e Cristiano Ronaldo.

Transferiu-se ao PSG em busca de brilho individual, o que nunca aconteceu. Curiosamente, hoje dono da Bola da Ouro, Dembelé foi a resposta do Barcelona para a saída de Neymar. Veio do Borussia Dortmund por 150 milhões de euros, numa negociação muito criticada à época.

O francês, que fracassou na Espanha, voltou ao país dele curiosamente pelo lobby feito por Mbappé, seu grande amigo. Como ponta, nunca foi um dos principais do time. Até que chegou Luis Enrique.

O treinador o transformou em um falso 9, com a prerrogativa de se movimentar por todo o campo ofensivo. Na segunda metade da temporada, Doué se colocou pelo lado direito, com o reforço Kvaratskhelia, vindo do Napoli, na canhota. A mágica estava feita.

Como centroavante, ele participou de 49 gols em 53 partidas, entre tentos anotados e assistências dadas. Craque.

Com um jogo mais coletivo, teve o seu papel potencializado por um time que marca o adversário de forma insuportável na saída de bola. Assim, chegou lá.

Um recado para os egocêntricos da bola. Ganha quem pensa no time. Para se pensar!

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