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Bernardo Ramos: Carlo Ancelotti estanca sangria na Seleção, mas ataque é pífio

Na estreia do técnico italiano Carlo Ancelotti, defesa brasileira passou em branco no jogo de Guayaquil

BERNARDO RAMOS

06/06/2025 • 11:53 • Atualizado em 06/06/2025 • 11:53

Estreante Alexsandro, zagueiro do Lille, foi o destaque da defesa da Seleção no empate sem gols, nesta quinta, contra o Equador, em Guayaquil, pelas Eliminatóiras Sul-Americanas

Estreante Alexsandro, zagueiro do Lille, foi o destaque da defesa da Seleção no empate sem gols, nesta quinta, contra o Equador, em Guayaquil, pelas Eliminatóiras Sul-Americanas

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O Brasil ficou no 0 a 0 contra o Equador, nesta quinta-feira (5), em Guayaquil, pelas Eliminatórias Sul-Americanas à Copa do Mundo de 2026. O jogo marcou a estreia do técnico Carlo Ancelotti à frente da equipe canarinho.

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Há só um aspecto positivo a ser sublinhado no desempenho do time. Vazada 16 vezes nos 14 jogos anteriores, a defesa passou em branco no Estádio Monumental Isidro Romero Carbo. O adversário finalizou apenas sete vezes. Destaque para atuação do debutante zagueiro Alexsandro, do Lille, que venceu cinco duelos na partida: 100% de aproveitamento. Ele ainda teve índice de acerto de passes de 95%.

Se a retaguarda passou com louvor no primeiro teste, não dá para dizer o mesmo sobre o ataque. Em pouco mais de 90 minutos, os visitantes criaram somente três chances de gol. Richarlison, improvisado como centroavante, foi muito mal, coroando a pífia atuação com uma furada espetacular no segundo tempo. Vale lembrar que, no Tottenham, o ex-atleta do Fluminense atua nas pontas. Isso quando entra, pois é reserva de Son e Kulusevski.

Os comandados de Ancelotti não mostraram capacidade para sair da armadilha equatoriana, uma marcação por pressão individual tão característica nos times comandados pelo argentino Sebastian Beccacece.

Vanderson, o lateral-direito, foi facilmente envolvido pelas investidas de Minda e Estupiñan. O treinador da Seleção deslocou Estêvão para servir como anjo da guarda do defensor. Foi uma decisão tática que matou o contra-ataque verde-amarelo. Bruno Guimarães, que poderia guarnecer o setor, também não foi bem.

O Brasil volta a campo na terça que vem, às 21h45, contra o Paraguai, na NeoQuímica Arena, em São Paulo. A tarefa não será fácil, pois o adversário é muito bem treinado por Gustavo Alfaro. O técnico adota um sistema 4-4-1-1, que potencializa Enciso e Almirón, destaques do time que derrotou o Uruguai por 2 a 0, nesta quinta, no Defensores del Chaco.

Em casa, a equipe terá de mostrar um repertório ofensivo mais diverso. Uma possibilidade é o treinador italiano escalar Matheus Cunha como meia criativo atrás de Vini. Jr. e Estêvão, que partiriam dos flancos em diagonais para a área, em um 4-3-1-2. O Real Madrid campeão europeu em 2023-24 jogava assim.

Para chegar à Copa de 2026 com chances, a Seleção terá de melhorar. E muito passa por um ataque mais competente.

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