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Bernardo Ramos: por técnicos, Corinthians e Grêmio se apegam ao passado

Dirigentes de Corinthians e Grêmio apostam no mais do mesmo na hora de escolher novos técnicos

BERNARDO RAMOS

22/04/2025 • 11:47 • Atualizado em 22/04/2025 • 11:47

Corinthians atrás de Tite, de novo, e Grêmio novamente apostando em Mano Menezes reflete a falta de criatividade dos cartolas brasileiros

Corinthians atrás de Tite, de novo, e Grêmio novamente apostando em Mano Menezes reflete a falta de criatividade dos cartolas brasileiros

Carla Carniel / Reuters

Corinthians e Grêmio claramente recorreram à memória afetiva na busca pelos técnicos, após demitirem, respectivamente, os argentinos Ramon Díaz e Gustavo Quinteros.​

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O tricolor gaúcho foi atrás de Mano Menezes, que volta ao clube exatamente vinte anos após o início da primeira passagem. Na ocasião, levou o time de volta à Série A, com a memorável Batalha dos Aflitos, e conduziu a equipe à final da Libertadores de 2007.

O futebol mudou demais desde então, tendo como marco fundamental a ascensão de Guardiola na temporada 2008/2009 e o consequente estabelecimento do Jogo de Posição como uma estratégia tática que se alastrou pela Europa.

Pouco depois, no segundo semestre de 2010, Tite assumiu o Corinthians. Ali, começava a caminhada rumo às conquistas de Libertadores e Mundial de Clubes. Para muitos torcedores e analistas, é o maior técnico da história do clube. Justo. Só que a fila andou.

Por duas vezes, o treinador gaúcho ficou nas quartas de final de Copas do Mundo. Bélgica e Croácia, seleções do segundo escalão, pararam o Brasil.

Depois da campanha no Mundial do Catar, ele assumiu o Flamengo em 2023. Apesar de um título estadual no ano seguinte, o trabalho ficou muito aquém do que o milionário elenco poderia entregar.

Falta criatividade aos dirigentes de Grêmio e Corinthians. Mano e Tite já não são os mesmos.

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