
Diante de Carlo Ancelotti, Leão e Oswaldo atacam treinadores de fora em fórum, ignorando a evolução que eles trouxeram ao país
Imagem: reprodução
Resumo
Evento: Durante o Segundo Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol, realizado pela CBF com presença de Carlo Ancelotti, discursos xenófobos de Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira causaram constrangimento ao criticarem a presença de técnicos estrangeiros no Brasil.
Críticas: Emerson Leão e Oswaldo de Oliveira, ambos sem treinar equipes há anos, expressaram fortemente sua aversão a treinadores estrangeiros, ignorando os sucessos recentes de técnicos como Jorge Jesus e Abel Ferreira no futebol brasileiro.
Contraste: Enquanto Leão e Oliveira mostram-se desatualizados em suas visões, técnicos estrangeiros como Jorge Jesus e Abel Ferreira têm elevado o nível do futebol brasileiro com títulos importantes e jogos de qualidade, destacando-se no cenário nacional.
Desrespeito. A CBF recebeu ontem o Segundo Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol, com a ilustre presença de Carlo Ancelotti. O que era para ser uma manhã de homenagens ao italiano virou um espetáculo dantesco, que flertou com a xenofobia e causou constrangimento enorme a quem assistiu aos pífios discursos de profissionais decadentes que não enxergam o óbvio: os que vêm de fora melhoraram o nível do esporte praticado por aqui.
"Eu sempre disse que eu não gosto de treinadores estrangeiros no meu país... estou falando aqui na frente da nossa casa. Antes eu falava que eu não suportava, não suportaria treinadores", afirmou Emerson Leão, ex-técnico, inclusive, da Seleção Brasileira.
Tudo isso diante do homem que comanda a equipe Canarinho hoje.
Não parou por aí. Outro profissional com currículo respeitável no país fez coro. "Eu não queria treinador estrangeiro", disse, aos berros, um exaltado Oswaldo de Oliveira.
Eles ignoram que a chegada do português Jorge Jesus mudou o futebol por aqui em 2019 ao conquistar a Libertadores e o Campeonato Brasileiro pelo Flamengo. Ainda por cima, dando espetáculo.
Abel Ferreira, ibérico vitorioso com o Palmeiras, acaba de completar cinco anos à frente da equipe alviverde. Fazendo, claro, o time jogar muito.
O discurso que flerta com a xenofobia vai de encontro à realidade dos dois falastrões. Leão não treina um time desde 2012. Já Oswaldo de Oliveira está sem atuar há seis anos.
Em primeiro lugar, o que eles tinham a ensinar em um evento para a classe?
Na verdade, o que têm a acrescentar em 2025?
Errado está quem organiza um encontro com profissionais claramente ultrapassados. Diz muito sobre o nível dos técnicos brasileiros. Mais até do que as patéticas palavras proferidas.
P.S.: Oswaldo de Oliveira e Leão já trabalharam no Japão, por exemplo.
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